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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

REFLEXÕES SOBRE A VIDA: De quantas “curtidas” você precisa para ser feliz.


Em tempos hipermoderno o sinônimo de felicidade está cada vez mais ligado a vida virtual nossa de cada dia. Prova disso, é a vida irreal que se cria no facebook com o único objetivo de esbanjar aos amigos (virtuais e reais) uma felicidade aparentemente perfeita: fotos do dia a dia, frases de efeito, passeios que muitos gostariam de fazer, mas que não podem... Sorrisos de orelha a orelha. Porém, nem como tudo é perfeito, a felicidade virtual não vem somente com a publicação daquilo que de melhor se vive no mundo real, mas com o número de curtidas que se ganha publicando as maravilhas pessoais vividas. E eis aqui a grande questão: quantas “curtidas” são necessárias para ser feliz?
Cada vez mais, muitos fazem do mundo virtual a realização plena de seus sonhos felizes. E para tal expõem a própria privacidade em busca de novos e fieis curtidores. Mas ao mesmo tempo enganam-se com uma felicidade efêmera que dura apenas o momento de uma curtida. E assim a vida segue entre a felicidade árdua da vida real e a felicidade fácil do mundo irreal, porém fugaz.   

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Eu não sou padre. Eu sou professor!


Por muitos anos a figura do professor foi vista como a pessoa do jovem vocacionado ao sacerdócio. Como se o exercício da licenciatura fosse uma dádiva de Deus agraciada a poucos postulantes. Mas nem mesmo o exercício de padre e, nem tampouco o ato de ser professor é algo divino, e sim, uma competência profissional que requer muita formação, informação e dedicação.
Atualmente, para o nosso bem, o véu que nos transfigurava em “Eli” vem sendo descortinado. Cada vez mais a sociedade percebe que ser Professor é uma profissão tão importante quanto qualquer outra. Aliás, a profissão mais importante, uma vez que o professor forma todos os demais profissionais. Mas nem por isso somos sacerdotes. E por falar em sacerdotes – Padres – estes não trabalham por caridade (excluindo-se pequenas exceções). Muitos chegam a ganhar bem mais que um professor. Mas para isso, estudam durante muitos anos: formam-se, informam-se, leem bastante e dedicam-se ao máximo até chegar ao comando da paróquia. Já nós professores, por maior o amor que tenhamos em lecionar, nem por isso, lecionaremos de graça. Precisamos ser valorizados (salarialmente). Antes de tudo, precisamos nos valorizar: levar mais a sério a nossa formação acadêmica, deixar nossos pedidos da AVON, NATURA, HERMES e quantas revistas mais, para serem feitos em casa; sacrificar algumas madrugadas em busca do conhecimento próprio (o conhecimento é que diferencia os professores); ser exemplo de família, de comunidade e de agente educador na escola.
Por fim, não somos padres. Somos professores. “O padre decora a missa. O professor, jamais poderá decorar o ritmo de suas aulas”.

domingo, 14 de outubro de 2012

... Ao filho que quero ter...


 Ao filho que quero ter...
Darei a Ele toda a minha biblioteca,
Dos livros que li, mas, principalmente, os que não li.
Para que quando a brancura natural dos meus cabelos, e o cansaço dos olhos chegar,
Que Ele possa ler odisseias que eu jamais conheci,
Poemas que eu jamais declamei,
Poesias que eu jamais decifrei.
A ele darei, também, todos os meus CDs.
As músicas que eu sempre ouvi, e aquelas que jamais ouvi.
Para que ele reconheça a melodia, a poesia, o ritmo e outra vez a poesia.
Ao filho que quero ter...
Que ele seja melhor que o próprio criador: melhor escritor, melhor narrador, melhor no amor, melhor ciclista, melhor trovador...
Que ele desbrave comigo as trilhas de bike: as que já trilhei. Mas que busque as suas próprias trilhas...
Mas esse filho que quero ter será o filho que terei?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?


Após 120 dias de paralisação dos professores universitários uma pergunta é inevitável: greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?
Tal questionamento pode não parece muito lógico, uma vez que desde o início da greve o comando local grevista já anunciava em sua pauta a defesa fervorosa em prol dos muitos acadêmicos esquecidos em suas necessidades básicas. Mas o fim da greve mostrou a incoerência entre o discurso e o resultado de fato.
“As mudanças” tão faladas até agora não chegaram. E parecem que não chegarão tão cedo. Já para os professores elas começarão a chegar a partir do ano que vem. Opa! Alguém teria que ganhar alguma coisa com “essa greve”. Mas deixando a ironia de lado e respondendo secamente a pergunta título teremos claramente uma resposta:
QUEM PERDEU? Perdemos todos nós acadêmicos ansiosos pelo término do curso. E que agora a distância parece interminável. Perdemos as festas de final de ano, pois estaremos enclausurados com trabalhos acadêmicos, que muitas vezes parecem não ter uma objetividade clara. Perdemos a paz, a calma, o sossego com trabalhos atrasados e que no momento do retorno das férias/greve são cobrados como se o período de greve fosse um momento de estudo e reflexão para nós (para nós). Greve é greve professor! Mas ainda perdemos algo muito mais importante: a motivação. Como pode um acadêmico maravilhar-se com os estudos se o seu professor pensa apenas em si próprio; no salário do final do mês.
QUEM GANHOU? Ganharam todos os professores (por mais que o ganho salarial tenha sido pequeno). Ganharam sem trabalhar por mais de 03 meses (e é impressionante que não vão repor todo esse período de férias. Digo greve). Ganharam, pois, vão ganhar mais trabalhando com a mesma carga horária. Ganharam, pois, não serão cobrados a melhorar o conteúdo e o modo de lecionar: os maus professores voltaram ainda pior; os bons professores voltaram do mesmo jeito. E por fim, ganharam, pois foi lhes dado o direito de grevar apenas nos cursos regulares da UFOPA, mas não no PARFOR!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A minha senhora partiu...


Os livros amontoados na mesa de jantar denunciavam a partida. Toda a literatura parecia está ali: de Homero com a sua Odisseia até Ruy Barata com o seu Pauapixuna. Na cozinha, o fogão denunciava a fritura diária. Da geladeira escorria água do congelador. No quarto, as apostilas da faculdade perdiam-se em meio a tantos objetos postos na mesa de estudo. A constatação era uma só: aquela senhora havia partido.


Os dias que se seguiram foram de tristeza. O senhor da casa, para afogar a nostalgia, passou a embriagar-se nos estudos. Dia e noite vivenciava aquelas narrativas românticas de sua estante. E nisso lembrava-se dos amores protocolares diários que vivia com a sua amada. Jamais um simples beijo pela manhã lhe fez tanta falta. Queria a todo custo à presença da amada ali com ele a cada instante. Mas esse desejo o destino não poderia atendê-lo de imediato. Agora ela estava nas Terras Obidenses bem distante de seus olhos e do afago dos seus carinhos.

Essa história não tem fim. Pelo que parece, vez ou outra serão um casal novamente: com amores protocolares e beijos em algumas manhãs.


quinta-feira, 15 de março de 2012

História de um Amor nas entre linhas

Às folhas tantas de um livro literário,
Eis que me perdi de paixão: ao te conhecer, personagem plana do meu coração.
Conheci tua infância, as tuas primeiras balbucias do falar,
Como um eu - poético tudo eu conhecia, tudo via, tudo sabia...
Narrador onisciente do amor,
Deixei-me envolver nas tuas aventuras, desventuras, casos banais conjugais e foi aí que percebi, que a minha vida sem a tua vida, não teria sentido de existir; 
Um casamento literário com certeza, porém sem resquícios de delicadeza,
 Pois amante fiel eu jamais pude ser, pois a cada folha que eu folheava outras mulheres conhecia, outras mulheres amava: psicólogas, pedagogas, matemáticas, advogadas, professoras...
...E naqueles corredores apertados, a cada dia um amor eu vivia, a cada dia um livro eu lia. Sim! Amores literários...
Como num conto de amor, ou num soneto de amor total, fazia da vida uma poesia a partir de cada livro que, na antiga Ruy Barata, eu lia.

Poemeto “Facebookiano”

Bom dia a todos, amigos do “face”... acordando agora...
Esperando o ônibus...
Na faculdade pesquisando sobre o questionário de literatura...
Ai, me deu uma fome... vou para cantina junto com as minhas amigas..
Comendo aquele salgado com coca-cola...
Voltando para casa. Mame prepare aquele almoço caprichado... hum, já estou sentindo até o cheiro...
Em casa comendo aquela bisteca...
Vou tirar um cochilo...
..........................................
Acordado, depois um bom sono. Agora vou estudar mais um pouco...
Ai bateu uma fome, vou fazer um pequeno lanche...
Tomando banho para ir à faculdade...
Meu Deus ! esta aula de linguistica tá me matando...
Na parada esperando o ônibus de volta pra casa...
Amigos, depois de um dia exausto de estudos e trabalhos, cansei. Vou dormir. Boa noite a todos...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Nostalgiando as primeiras pedaladas...

Uma parte da minha infância que consigo lembrar nitidamente as imagens e que me trás muita nostalgia, é do tempo das minhas primeiras pedaladas. Aqui mesmo na rua de casa reuníamo-nos, um grupo de crianças e suas bikes, para brincarmos de pedalar. Existia até uma pequena “garagem”, um quintal com uma armação de madeira coberta. Pedalávamos as proximidades de nossas casas. Nada de distancias muito longas. O interessante disso tudo é lembrar da minha primeira bicicleta: as peças eram desproporcionais entre si; o quadro de ferro (super pesado), o guidão enorme (muito enorme), o pedevela de ferro com uma coroa do tamanho de um disco de vinil. Eis o nome da coisa: “maquifubila”. Mas ainda sim, eu me achava naquela nave espacial. Cheio de mim pedalava durante uma tarde toda, principalmente aos domingos. Era eu e a minha bike. O mesmo amor, ou até maior de “Vital e sua moto”.
Se em casa a alegria era tamanha. Na escola o mesmo não acontecia. A peculiaridade da bike era motivo de gozação. Os outros alunos “bagunçavam” de mais comigo. Tudo por causa da maquifubila.
O tempo correu... a antiga bicicleta, até um dia desses sobrevivia de forma insalubre, jogada as tralhas na minha dispensa. Não está mais lá...
De lá para já estou na quarta bicicleta. A atual é a melhor de todas.
Agora, participando das atividades do clube MTB, pedalar ainda é um divertimento, só que mais sério. Estou até participando do primeiro circuito MTB CUP. Não tenho ainda as condições de um “atleta”, mas prometo a mim mesmo fazer cada vez mais bonito superando, primeiramente, a mim mesmo para depois tentar superar os outros.  
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Revisitando o passado que ainda mora dentro de mim.

Talvez um dia eu perca a conta de quantos poemas, contos, crônicas, poesias, reflexões tenha feito sobre aquele meu passado...
Parece que parte dele teima em querer não ser esquecido. Nas angústias da vida folheio copiosamente os retratos daquele tempo. Tais fotos é que me dão a certeza de que tal passado realmente existiu...
Algumas pessoas me dizem que revivo demais esse momento devido alguma coisa que ainda sinto atraído por ele. Mas que ironia! Nada do que caracterizava aquela vida cumpro devotamente no presente: as reuniões de Ceb tornaram-se escassas, as idas ao templo religioso somente em dias de tarefas (ainda sou ministro). Pergunto-me: o que me causa tanta nostalgia? Se conduzo o presente que vivo; se escolhi cursar Letras; se vivo com a mulher que tanto quis viver; se sou livre para trilhar caminhos com a minha bike; se na medida do possível, tenho como adquirir meus bens materiais... Diga-me, oh! Nostalgia inquietante.
Enquanto a resposta não vem continuo a refletir sobre esse tempo. E como as minhas definições não são suficientes para caracterizar tal tempo vivido, furto de alguns poetas o tempo que um dia vivi. Outro dia debrucei-me sobre o “tempo de Cooper”... Outro dia conheci o tempo de Ruy Barata, em Paupixuna, que diz: “O tempo tem tempo de ser/ o tempo tem tempo de dar/ ao tempo da noite que vai correr/ ao tempo do dia que vai chegar”. E diferentemente desse tempo, o meu parece não ter corrido. Aquelas noites não correram e assim o novo dia não chegou... 
E de tempos em tempos recordo como muita nostalgia o tempo que ficou num perfeito tempo passado (mas sempre presente...)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Reflexões natalinas: “O Verdadeiro Natal”



Chega dezembro e vemos o desespero tanto dos lojistas (que vendem) e dos consumidores (que enlouquecem no frenesi das compras). Mas qual o significado do Natal? Natal é antes de tudo uma festa religiosa em que (nós religiosos) comemoramos, simbolicamente, o nascimento do menino Jesus. Logo podemos pensar que apenas aqueles que crêem no Cristo deveriam festejar (não festejamos o aniversário de quem não conhecemos). Mas o comércio tira essa imagem religiosa e faz do natal um momento de aumentar os lucros e para isso apela de tal forma, que muitas pessoas se vêm quase que coagidas a comprar um presente. Nada contra presentear. Mas quando colocamos o presente acima de tudo, esquecemos do aniversariante.


Natal é a festa pelo nascimento do Cristo. É acreditar que Jesus é o grande senhor e crendo nele podemos ter dias melhores na terra. É acreditar que no dia 25/12 uma criança nasce em nossa casa e que sua estadia dependerá unicamente de nossa vontade. Deus só faz morada em nosso meio quando a Ele damos o nosso sim.

Tentando ao máximo me afastar dos lugares-comuns, deixo como mensagem que diante da ceia farta paremos para analisar o que de fato estamos comemorando: o verdadeiro natal ou as promoções de final de ano.