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domingo, 30 de outubro de 2016

Tudo sobre a Redação do Enem 2016 Parte I



          Que tipo de texto teremos de fazer?




         O candidato terá que redigir um texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, política, cultural ou filosófica. 


         Você terá que defender uma tese, apoiando-se em argumentos convincentes e ao final do texto deverá, obrigatoriamente, apresentar uma proposta de intervenção social, para o problema apresentado que respeite os valores humanos e culturais. 


A Estrutura do Texto Dissertativo-argumentativo


         Introdução: É o ponto de partida do texto. Por isso, deve apresentar de forma clara o assunto a ser tratado e também delimitar as questões referentes a esse assunto que serão abordadas. Dessa forma, a introdução encaminha o leitor, colocando-lhe a orientação adotada para o desenvolvimento do texto.  


         Desenvolvimento: É a parte do texto em que ideias, conceitos, informações, argumentos de que você dispõe serão desenvolvidos, de forma organizada e criteriosa. 


         O desenvolvimento deve nascer da introdução: nesta, apontam-se as questões relativas ao assunto que será abordado; naquele, essas questões devem ser desenroladas, avaliadas – sempre por partes, de forma gradual e progressiva. A introdução já anuncia o desenvolvimento, que retoma, ampliando e desdobrando, o que lá foi colocado de forma sucinta.  


         Conclusão: É a parte final do texto, um resumo forte e sucinto de tudo aquilo que já foi dito. Além desse resumo, que retoma e condensa o conteúdo anterior do texto, no caso específico do Enem, deve-se fazer uma proposta de intervenção para a solução do problema discutido no corpo da redação. 


Coesão e Coerência


         A coesão de um texto, isto é, a conexão entre os vários enunciados obviamente não é fruto do acaso, mas das relações de sentido que existem entre eles. Essas relações de sentido são manifestadas sobre tudo por certa categoria de palavras, as quais são chamadas conectivos ou elementos de coesão


         assim, desse modo, ainda, aliás, além do mais, além de tudo, além disso, isto é, mas, porém, embora, ainda que


Coerência


         Em uma redação, para que a coerência ocorra, as ideias devem se completar. Uma deve ser a continuação da outra. Caso não ocorra uma concatenação de ideias entre as frases, elas acabarão por se contradizerem ou por quebrarem uma linha de raciocínio. Quando isso acontece, dizemos que houve um quebra de coerência textual.


         A coerência é um resultado da não contradição entre as partes do texto e do texto com relação ao mundo. Ela é também auxiliada pela coesão textual, isto é, a compreensão de um texto é melhor capturada com o auxílio de conectivos, preposições, etc.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Texto 02: A Redação no Enem


Olá caro leitor. Neste segundo post vamos falar sobre um tema que, para muitos, é tido como o bicho papão do Enem: a redação. O nosso objetivo hoje é desmistificar a ideia de que “redacionar” é algo muito difícil, coisa de poucos iluminados.
Para que o candidato faça uma boa redação ele precisa, primeiramente, ter em mente o que de fato é uma redação. A primeira vista esse tipo de reflexão pode soar como uma obviedade desnecessária. Mas cá entre nós: muitos candidatos não sabem o que é isso. E os que sabem (ou assim afirmam) respondem de forma categórica: redação é um texto com inicio, meio e fim. Não estão errados. Mas a redação vai muito além disso.
É preciso saber que o texto a ser dissertado no dia da prova é parte de um gênero textual que requer que sejam seguidas algumas normas (falaremos dessa estrutura futuramente). Porém, antes mesmo de aprender essa estrutura dissertativa é de fundamental importância ter conteúdo para escrever. E esse conteúdo nada mais é que o arcabouço de leituras feitas pelo participante ao longo de sua vida intelectual. Sem leitura, nada feito!
De forma particular, a redação do Enem é bem simples e fácil. Isso mesmo: fácil. Não lhe é exigido nota mínima de aprovação. Você pode escrever só 7 linhas que ainda sim seu texto será corrigido (mas vale lembrar: o que diz um texto de 7 linhas?).  O que vale mesmo é atender a proposta que a prova pede. Nada de querer fazer um texto rebuscado, pomposo... Uma escrita simples, mas coerente e coesa já é quase certeza de uma boa nota. E como chegar nesse texto final? O candidato precisa conhecer as estruturas que regem o texto dissertativo. É o que vamos ver nas próximas postagens.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Texto 01: A Literatura no Enem



Olá caro leitor. Este post marca uma série de textos que serão publicados aqui no blog com o objetivo de contribuir na aprovação no Enem de muitos alunos, abordando assuntos relacionados à Redação e Linguagens (Literatura) que fazem parte da prova. Hoje falaremos da abordagem dada à literatura dentro das questões de linguagem. Para isso, tomo por base uma reportagem do Portal Terra Educação.

 Uma das características da literatura no Enem é cobrar, na maior parte das questões, escritores brasileiros. Logo, autores estrangeiros, e em boa parte da Literatura Portuguesa, como camões, também são encontrados. Professor de Português e Literatura do cursinho Anglo, de São Paulo, Eduardo Calbucci salienta que a prova sempre deu ênfase ao período modernista, movimento iniciado na primeira metade do século 20 e que tem como principal marco a realização da Semana de Arte Moderna.

Ao apontar os autores mais valorizados pelo exame, Calbucci cita Manuel Bandeira, Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto e Carlos Drummond de Andrade, porém ele alerta que não é necessário os estudantes lerem todas as obras e se aprofundarem muito. “O que precisa ter é familiaridade com as características do Modernismo, até porque não adianta conhecer a fundo os livros, pois a prova não vai pedir alguma questão específica”, explica. Segundo o professor, nas questões envolvendo literatura, existem três modelos de perguntas que são mais frequentes no Enem.

O primeiro consiste em analisar um poema e compreender o texto literário, para indicar sobre o que está tratando o exemplo. O segundo apresenta o poema de um autor para que o aluno analise e identifique suas principais características.

O Enem também pede para o aluno relacionar dois textos: o literário e uma crítica feita por um especialista. “Nesse caso, podemos ter um crítico falando sobre como Machado de Assis conversava com o leitor, a partir daí, o aluno terá que identificar, na obra, onde isso está indicado”, exemplifica o professor. Para Calbucci, é fundamental rever as provas anteriores para saber como elas são, pois assim a pessoa vai estar preparada para o Enem. “O exame é caracterizado pela previsibilidade, não ocorrem grandes mudanças nas perguntas de um ano para o outro, assim o estudante já vai para o Enem com alguma noção”, afirma.

Fonte: Portal Terra Educação

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como aprender a fazer uma redação nota 10


Existem na internet milhares de receitas de como fazer uma redação. Muitas até conseguem melhorar o desempenho do aluno. Outras se resumem no velho ato de apenas (re)informar a estrutura desse tipo de texto: introdução, desenvolvimento e conclusão. Já este post visa mais do que a soma disso tudo. Propõe-se de fato fazer com que o aluno não apenas saiba como é uma redação nota 10. Mas que ele aprenda produzi-la. Para tanto, compartilho do método que muito me ajudou e com certeza lhe dará condições suficientes para fazer uma redação nota 10.
O primeiro passo é preparar-se para escrever. Isso mesmo. Escrever exige uma preparação prévia. Ora, uma redação não surge do nada. Pelo contrário, surge do conhecimento que o aluno possui sobre aquilo que deseja dissertar. Esse conhecimento pode vir de uma experiência vivida, de conhecimento de mundo... Mas principalmente da leitura. Só se pode escrever sobre aquilo que se sabe. E só se sabe sobre aquilo que se conheceu (leu). Ler é primordial!
Depois de muita leitura (e é importante destacar que a leitura nunca se esgota) o segundo passo é a prática. Procure dissertar sobre diversos temas, principalmente, aqueles que você sente mais dificuldades. Um bom exercício é parafrasear textos de livros que ensinam sobre esse processo. Nesses mesmos livros busque entender como funciona a composição de cada tipo de texto.
Um terceiro passo é aprender a corrigir você mesmo a sua produção. Mas de que forma? Busque inicialmente ajuda de seu professor de Português (ele estudou para isso, por isso, domina o assunto) e depois você perceberá que terá condições mínimas de corrigi-lo. Por exemplo: marcando termos repetitivos e trocando-os por sinônimos; verificando a pontuação, palavras escritas de forma errada, ambiguidade etc.
Acredito que esses três passos somados a uma prática diária melhorarão e muito a sua escrita. Agora, para finalizar demonstrarei tudo isso na prática a partir de uma redação que fiz no tempo do cursinho pré-vestibular.  
Tema: A Televisão
Telespectadores ou Alienados? (perceba que este foi o meu título escolhido. A partir dele, é possível perceber que tipo de abordagem farei a respeito da televisão).
Um dos maiores meios de alienação sem dúvida alguma são os meios de comunicação, em especial a televisão. (iniciei meu texto com um Tópico Frasal – uma afirmativa de destaque – é sobre esse tópico que discorrerei a minha dissertação). Pois, através dela o telespectador passa a ser manuseado: agi sem ideias próprias seguindo um padrão por ela determinado, subordinando-se a mesma. (o primeiro parágrafo está pronto. Aqui vemos construída a Introdução da dissertação. Perceba que este parágrafo é composto de introdução (tópico frasal) de desenvolvimento (que são os meus argumentos que desenvolverei ao longo do texto, e que estão em itálico e que utilizarei para persuadir o leitor. Note os elementos de coesão grifados que remetem a ideia de televisão) e também de uma conclusão: o fecho da ideia principal).
Tal fato, é evidenciado nas propagandas expostas na TV, como as de moda, na qual as pessoas são induzidas a comprar tais produtos tornando-se propagandas ambulantes: Fórum, Bad Boy, Maresia etc. (primeiro argumento a ser defendido. O parágrafo inicia com um conectivo de coesão grifado que retoma a ideia do parágrafo inicial).  
Outro fator, diz respeito ao sistema ideológico que ela nos impõe “obrigando” jovens, adultos, crianças a comprarem a qualquer custo produtos em lançamentos: roupas, brinquedos, cigarros, bebidas etc. (este terceiro parágrafo retoma a ideia anterior por meio do conectivo grifado. Se trata de outro argumento a ser defendido).
Com tudo isso, a pessoa que a chega ao ponto de subordina-se a ela. Seu café da manhã vem do programa Mais Você. Almoça o que ver na novela “Vale a Pena ver de novo”. Janta uma comida italiana, devido a novela “Esperança”. (nesse último argumento, novamente iniciamos o parágrafo com um conectivo retomando a ideia anterior. Perceba os argumentos presentes).
Com tantos argumentos torna-se claro aceitarmos a TV como meio de alienação. Mas será que todo telespectador é um alienado? Não. Quando fazemos dela apenas um meio de distração ou informação. Mas quando vivemos dela ou para ela, seguindo uma ideologia, somos seres alienados como muitos outros que ainda não se deram conta. (aqui temos a conclusão que responde a questão inicial de nosso título. A afirmação é clara. Porém, ela não generaliza o todo. Isso é percebido na pergunta, (Mas será que todo telespectador é um alienado?) que por meio de argumentos é logo respondida).
                                                  Agora é só praticar.

Para saber mais leia:
INFANTE, Ulisses. Do texto ao texto: curso prático de leitura e redação. São Paulo: Editora Scipione, 1992.
Platão e Fiorin. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo: Ática, 2003.