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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Resumo do livro HISTÓRIA DE UM PESCADOR - Scenas da Vida do Amazonas, Inglês de Souza


Em História de um Pescador, como o próprio título já sugere, temos a difícil vida do pescador José narrada. Bem como definiu Vicente Salles: “trata-se da luta do tapuio José, contra a exploração do capitão Fabrício, pelo endividamento progressivo e submissão aos seus caprichos de chefe político e grande proprietário de terras”.  
Ocorre que, o personagem José, fora estudar no colégio de S. Luiz Gonzaga, em Óbidos, tendo o seu pai sido convencido pelo vigário da necessidade de ensinar alguma coisa ao curumim. Mas como não fora por vontade própria a ida de José para o colégio, o mesmo sofria com a distância e o modo de vida a que estava acostumado no sítio. Esta sofrível vida perdurou por quatro anos. Até que um dia, a mãe o fora visitar para anunciar-lhe a notícia da morte do pai, Anselmo Marques, tapuio pescador do Igarapé de Alenquer. Que morrera afogado em uma viagem que fizera a Santarém por ordem do capitão Fabrício Aurélio.
Se a vida de estudante era ruim, o ruim mesmo estava por vir.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Literatura da melhor qualidade



Wildson Queiroz[1]
Com título “Um pouco de muitas histórias”, o mais recente livro de Célio Simões de Souza, ilustre obidense, é um belo exemplo do que temos de melhor na literatura paraense contemporânea.
A obra reúne uma seleção de crônicas com relatos sobre a infância e juventude do autor vividos em sua cidade natal e em outras localidades, conta fatos curiosos e até engraçados do cotidiano de quem vive no interior da Amazônia.
Sem fugir da tradição literária da sua querida Óbidos, tão famosa por conta dos ilustres Inglês de Sousa e José Veríssimo, o livro eleva seu autor, já consagrado no meio jurídico e acadêmico, ao mesmo nível literário de seus conterrâneos famosos.
 O conteúdo apresenta-se de forma magistral sem tornar a leitura cansativa ou entediante, os textos foram escritos de modo acessíveis ao público em geral, não incorrendo em termos técnicos ou acadêmicos.
Impossível não imaginar as cenas pitorescas narradas no livro levando-se em conta os detalhes tão bem empregados pelo autor no desenrolar das histórias, transportando o leitor ao momento exato em que o fato se dá, a bucólica Óbidos e sua gente tão bem retratada nas mais diversas situações vividas por quem habita as cidades quase esquecidas deste imenso país.
Li com enorme prazer e recomendo com franqueza “Um pouco de muitas histórias” a todos que apreciam literatura da melhor qualidade e tenham interesse em se aprofundar e conhecer um pouco mais sobre a história e os causos regionais contados por Célio Simões de Souza de forma leve, divertida e tremendamente agradável.












[1] Pedagogo, historiador e escritor, sócio fundador do Instituto histórico e Geográfico do Tapajós – IHGTap.

domingo, 20 de novembro de 2016

Resumo do V Festival de Cultura, Identidade e Memória Amazônida de Óbidos – Fecima.



Nos dias 17, 18 e 19, do corrente mês, aconteceu em Óbidos à quinta edição do Festival de Cultura, Identidade e Memória Amazônida de Óbidos – Fecima. Realizado pelo Programa de Extensão Cultura, Identidade e Memória na Amazônia – PROEXT-CIMA – do Centro de Formação Interdisciplinar da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA, o evento tem como propósito servir de espaço de debates e divulgação de produções de cultura, da identidade e da memória no baixo amazonas.
Neste ano o tema abordado foi: Amazônia: expressão de identidades; lugar de memórias. Este ano a grande novidade foi a realização do I Feciminha, que tem como público alvo as crianças, no intuito de incentivá-las, desde cedo, a educação patrimonial e o gosto pela cultura obidense. Este primeiro feciminha aconteceu na Escola Dom Floriano e contou com a grande participação dos alunos.
Professora Edithe lançando seu livro
Ainda no dia dezessete, a noite na casa da cultura, deu-se início oficial ao V Fecima, onde aconteceu o lançamento do livro A Fênix da Amazônia, de autoria da escritora obidense Edithe Carvalho Vieira. Na ocasião, o coordenador do Fecima, Professor Dr. Itamar Rodrigues Paulino, fez uma abordagem literária acerca da obra e, especificamente, do livro lançado da escritora.
No sexta, pela manhã, ocorreram oficinas de temas diversos. Destaque para a oficina que aconteceu no museu onde foi possível discutir e compreender um pouco mais sobre a importância do Museu Integrado de Óbidos para a sociedade obidense.
Já pela parte da tarde da sexta e do sábado, ocorreram as apresentações orais de trabalhos e pesquisas acadêmicas. Num total de oito apresentações sobre temas diversos que contribuíram para pensarmos temas importantes, como por exemplo: a saúde de nossas comunidades tradicionais, o sistema municipal de cultura e a importância da memória preservada pelo obidense. Vale destacar o momento de contação de causos, na sexta à tarde, por Jorge Ari (membro da AALO).  
No sábado, pela manhã, como já é praxe aconteceu o passeio com intervenções históricas a Serra da Escama.
Já pela parte da tarde, deu-se o encerramento do V Fecima com a caminhada pelos casarios históricos de Óbidos tendo como guia o senhor Haroldo Tavares.


Alunos visitando o Museu

Oficina sobre Museologia
Contação de causos


Jorge Ari contando seus causos

Apresentação de trabalho oral
I Feciminha


Haroldo Tavares contando um pouco sobre a história de Óbidos

sábado, 3 de setembro de 2016

O trabalho de Wildson Queiroz




Em Alenquer, o trabalho de um professor pedagogo se destaca. Estou falando de Wildson Queiroz um santareno que desde os oito anos de idade vive em terras ximangas.

Wildson é um daqueles historiadores que visa promover o resgate da cultura local. Seus trabalhos versam sobre personagens folclóricos ou pitorescos peculiares a cidades pequenas, como é o caso de Alenquer. Esses personagens são no geral contadores de histórias ou estórias ximangas como podemos citar o grande alenquerense Aldo Arrais ou o Seu Waldinor em livros organizados por Wildson Queiroz. Além desses, o professor Wildson tem grande admiração pela obra do escritor nacional, nascido em Óbidos – Pará, Inglês de Sousa. A respeito deste, já publicou diversos artigos tendo como referência seus romances e contos amazônicos. Recentemente lançou o livro Inglês de Sousa O romancista do baixo amazonas (uma reunião de artigos publicados na internet). Outro trabalho deste professor é o Jornal de História da Cidade de Alenquer (hoje somente Jornal de História) onde atua como Editor. 



sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Programação do IX Salão do Livro do Baixo Amazonas: de 02/09 a 11/09 no Parque da Cidade, Santarém Pará

A escritora homenageada será a paraense, Amarílis Tupiassú, graduada em Letras pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Ela possui mestrado e doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).



Neste ano, o Salão recebe os visitantes com 30 estandes, sendo 25 do Pará e 05 de outros estados e 150 editoras representadas, com mais de 22 mil títulos expostos. Aguarda-se a geração de 170 postos de empregos diretos e indiretos.




Programação



Dia : 02/09 – Sexta-Feira

Evento: Cerimonial de Abertura

Apresentação Cultural: Filarmônica Municipal de Santarém

Local: Espaço Pérola

 Hora: 19h 

Dia: Dia 03 –  Sábado

Evento: Banda-Projeto  Paralelo (IFPA)

 Hora: 18h30 às 19h30

Espaço: Palco Principal

Dia: 03 -  Sábado

Evento: Banda de Música do IFPA

Hora: 19h30 às 20h30

Espaço: Palco Principal

Dia: 03 Sábado

Evento: Show Lítero Musical "Vou de contar" (Grupo de Teatro Simpirilim - Belém/PA)

Hora:  20h30 às 22h

Espaço: Palco Principal

Dia: 03 -  Sábado

Evento: Projeto Ciranda de Artes

Hora:  15h  às 18h

Espaço: Espaço Infantil - Lúdico Educacional Área Interna

Dia 03: - Sábado

Evento: Projeto Ciranda das Artes

Hora: 19h às 22h

Espaço: Espaço Infantil - Lúdico Educacional Área Interna

Dia:  03 - Sábado

Evento: oficina de Brinquedos de E.V.A.

 Hora: 15h às 18h

Espaço: Espaço Infantil - Área Interna Biblioteca Municipal

Dia: 03 - Sábado

Evento: Atividades lúdicas

Hora: 19h às 22h

Espaço: Espaço Infantil – Área Interna Biblioteca Municipal

Dia: 03 -  Sábado

Evento: Revista do Instituto Histórico do Tapajós-IHGTap

Hora: 20h 30

Espaço: Sessão de autógrafos – Prefeitura de Santarém

Dia:  04 –Domingo

Evento: Contação de Histórias (IURUPARI – UFOPA)

Hora: 18h às 19h 30

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Imaginário Amazônico no conto Acauã



Inglês de Sousa soube como poucos retratar não somente o cotidiano do caboclo amazônico com a floresta, mas principalmente, a relação deste homem com o imaginário da floresta mítica. Uma prova disso é a presença do imaginário amazônico percebido no conto Acauã.

O título já anuncia isso: pássaro agoureiro. No conto, além da presença da ave vamos encontrar a lenda da cobra grande.

Toda a relação do imaginário caboclo acontece porque a personagem Capitão Jerônimo Ferreira sai para caçar numa noite de sexta feira “a boca da noite”. Ora, sabemos que até hoje algumas comunidades guardam a sexta feira. Capitão Ferreira desrespeitou a floresta e como punição foi enfeitiçado pela grande cobra, tendo que criar a cria feminina desta besta.

As relações do imaginário vão além. Capitão Ferreira leva pra dentro de casa o fruto maldito do parto da cobra: Vitória. Esta passa a ser irmã de Aninha. Logo, as manifestações de encantamento passam, também, a tomar conta do corpo de Aninha cuja metamorfose final aconteceria no casamento desta personagem.

Por fim, pode-se justificar a presença deste imaginário pelos mitos presentes no conto e como o homem amazônida dialoga com eles.  

Uma análise sobre a beleza física em Senhora, de Machado de Assis



Em Senhora, Machado aborda o tema da preocupação excessiva com a beleza física na personagem D. Camila. Isso é percebido facilmente no comportamento da personagem. Embora, escrito numa época distante, em que possivelmente, diferente de hoje, raros deveriam ser os produtos de beleza, a personagem busca manter-se jovem pelo comportamento. O importante seria “apresentar-se” jovem.

Como toda mulher a aparência de D. Camila devia manter relação com a jovialidade. Mas o tempo não se estagna. Corre com a idade. E o primeiro exercício excessivo contra a velhice foi à luta que travou para esconder ou eliminar a chegada natural dos fios brancos. Mas se só isso o fosse seria o de menos. Logo, Dona Camila sendo mãe de uma linda filha viu chegar o atestado de que realmente seus anos haviam corrido: era avó.

Como dito anteriormente, a preocupação excessiva pela beleza estava em parecer ser nova. E para D. Camila, mulher nova não poderia ser avó. Aqui nosso tema ganha destaque, pois a nossa personagem assume o comportamento de mãe para com o neto. Isso demonstra a preocupação excessiva que a nossa personagem tinha pela própria beleza física, embora, sendo bela.