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EU DIGO NÃO! AO FECHAMENTO DA ESCOLA DUQUE DE CAXIAS

Durante esses dias, ao retornar as redes sociais, tomei de espanto um assunto, desses que a notoriedade se dá mais nas próprias redes sociais do que nos outros meios de informação. Tratava-se do quase fechamento (a depender do dia em que você esteja lendo este artigo, caro leitor) da Escola Duque de Caxias, aqui na cidade de Óbidos. Estupefato com a notícia estagnei-me em reflexões próprias para tentar entender o porquê de se fechar uma escola. E a primeira vista, ou ao primeiro pensamento, fiz a correlação com um empreendimento que não deu certo e ao final chegou-se a decisão de fechá-lo. Mas é possível tal analogia? É possível e permitido que escolas sejam fechadas?   E para não correr o risco (mesmo já correndo) de emitir opiniões apaixonadas pautadas unicamente na defesa da educação púbica e de qualidade é que busquei ler algumas opiniões dos envolvidos nesse triste e preocupante imbróglio.   Primeiro: não defendo fechamento de escolas. Dito isto parto para minhas reflexões. Respond…

Por novas lembranças imagéticas

Quando iniciamos o aprendizado de aprender a fotografar tudo se torna fotografável aos nossos olhos. Logo, o nosso álbum virtual cresce de tal forma que não conseguimos mais espaço para guardar tudo aquilo que clicamos. E como imagens essas capturas ganham simbolismo especial ao passo que relutamos muitas vezes em apagar esta ou aquela imagem. Mas chega o momento em nosso progresso que precisamos recapturar de forma nova todos os instantes inúmeras vezes clicados por nós. Temos que matar aquelas velhas imagens! Uma foto é muito mais que uma impressão num quadro, ou as curtidas recebidas quando exposta em rede social. Fotografias são memórias imagéticas. São traduções de uma vida, de um recorte (a)temporal, de alegrias e tristezas reveladas por meio de um processo mecânico-químico. Mas uma fotografia não pode tornar mecânico o olhar do operador da câmera. Por isso, matei minhas fotografias antigas (deletei literalmente). Pus-me num processo de fazer totalmente novo o velho; de dar luz a…

Óbidos: a mais portuguesa da Amazônia. Mas até quando?

Ainda que possa parecer que a maior vocação cultural de Óbidos seja o seu famigerado Carnapauxis (ressignificado a partir de 1997), o que de fato torna essa cidade única do ponto de vista cultural é a ainda presença marcante de seus casarios. Tanto isso é fato que durante esses dias o Ministério da Cultura, dando prosseguimento ao processo de tombamento, homologou o tombamento do Forte Pauxis e dos resquícios da Fortaleza Gurjão (próximo passo será a inclusão desses dois bens no Livro do Tombo). Mas estranhamento a isso, no dia de hoje, me surpreendeu uma discussão em um grupo de WhatsApp quanto à descaracterização de um imóvel no centro da cidade, para dar lugar a uma fachada “mais moderna”.  ‘ “A cidade do já teve”! Se por um lado à cidade ganha reconhecimento nacional quanto ao processo de tombamento de tais bens (sendo um deles a única construção, pós-período regencial, a se manter de pé no Brasil), por outro, não avança na conscientização da preservação de sua história por parte d…

Os novos rumos que queremos para os Campi da UFOPA fora da sede

Finalizado o processo de consulta a comunidade acadêmica quanto à escolha do novo reitor da Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA é hora de sonharmos a UFOPA que queremos para os próximos quatro anos, principalmente, no que diz respeito à expansão dos Campi fora da sede Santarém, que durante os quase oito anos de vida da Universidade ficaram a margem dos investimentos que se fizeram quase que, exclusivamente, na Perola do Tapajós. Creio que a principal medida é tornar nossa Universidade verdadeiramente Multicampi, pois assim ela foi criada pela Lei nº 12.085, de 5.11.2009. E muito embora esse caráter seja expresso em lei ainda é muito comum se referirem aos Campi fora de sede como um “Campus do Interior”. Ora? Mais interior de qual capital? Da futura capital do Estado do Tapajós? Mas que uma denominação essa relação entre os Campi quando posta como sede e interior nos remete a um processo de interiorização da educação superior (basta lembrarmos o exemplo da UFPA em Santarém) e …

Amazônia Santarena

Em outubro Óbidos recebe 6ª edição do Festival de Cultura, Identidade e Memória Amazônida

De 26 a 28 de outubro de 2017 a cidade de Óbidos, no Oeste do Pará, terá mais uma edição do Festival de Cultura, Identidade e Memória Amazônida. Com o tema “Amazônia: efervescências culturais”, o VI Fecima é uma realização do Programa de Pesquisa e Extensão Cultura, Identidade e Memória na Amazônia (Cima) da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). O evento relaciona a riqueza patrimonial histórica, cultural, memorial e natural da Amazônia, mostrando a região como lugar de memória e de expressão de diversas identidades, com o propósito de servir de espaço de debates e divulgação de produções locais. Minicursos, oficinas, palestras, mesas-redondas, caminhadas, manifestações artístico-culturais, leituras dramáticas e exposições são algumas das atividades programadas. Este ano também ocorrerá o II Feciminha no primeiro dia do evento, com uma programação específica voltada para o público infantojuvenil, com o objetivo de incentivar o hábito e o gosto pelas questões de cu…

Fotografia: Retratos da Feira

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