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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Resenha do Livro: Chico Buarque na sala de aula

Você professor de Língua Portuguesa/Literatura amante de Chico Buarque, que tal “apresentá-lo” a seus alunos em sala de aula? 
 
Pensando nessa possibilidade de ação metodológica é que a professora Tereza Telles publicou “Chico Buarque na sala de aula: Leitura, interpretação e produção de textos” (Editora Vozes, 2009). O livro é uma ótima sugestão para se trabalhar o texto literário a partir de canções (poemas) de Chico Buarque. Pode ser trabalhado tanto com as séries finais do ensino fundamental, como também, de todo o ensino médio.
Constituída de cinco capítulos, a obra estrutura-se de forma bem didática. No capítulo I: O curso do tempo e a fragilidade da condição humana, “aliam-se a presença de um tema: a força inexorável da passagem do tempo e a impotência do ser humano diante dessa força”. Telles apresenta o poema abordando seu aspecto formal escalonando-o. Em seguida sugere um trabalho a ser trabalhado em sala de aula.
O capítulo II: O poema e as circunstâncias de sua composição. Aqui, a autora enfatiza a relação do momento da produção do poema com o momento histórico vivido. No caso o Brasil da Ditadura Militar (1970).
Já no capítulo III: A narrativa em verso, a autora trabalha os poemas atribuindo-lhes a classificação de prosa literária narrativa. Assim, é estudada toda a estrutura que compõem o gênero narrativo: foco narrativo, ação, espaço, personagens, tempo. Além de enfatizar o papel social da literatura.
No capítulo IV: A intertextualidade, Tereza Telles apresenta poema de Chico Buarque que podem ser classificados como paródicos. Exemplo é a analogia entre os poemas Meus oito anos, de Casimiro de Abreu X Doze anos, de Chico Buarque.
O último capítulo: Fundamentos teóricos. Relembra para alguns ou informa para outros, os conceitos teóricos que fundamentam qualquer prática. Assim, você caro professor, que há muitos anos deixou a cadeira da academia e que não se lembra daqueles conceitos de literatura que talvez você tenha pensado de que nada lhe serviria, este capítulo traz os principais conceitos teóricos literários e que lhe darão toda a firmeza na hora da explicação.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Resenhando passo a passo


Exemplo de uma RESENHA. Passo a passo.
ANTUNES, Celso (coord.). Língua Portuguesa e Didática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
O exemplo de resenha que passo a descrever é do livro acima. É fundamental a sua identificação.
Se você leu o meu post Aprenda a fazer uma Resenha, percebeu que dei algumas “dicas” para o processo, a primeira delas consistia em ler por completo a obra, então foi isso que fiz inicialmente: li a obra por completa. Quantas vezes? Apenas uma foi o suficiente, pois o conteúdo já me é familiar. Mas no seu caso, é você que saberá o seu ritmo.
Depois de ter lido me pus ao exercício da feitura do texto. Busquei fazer uma apreciação do livro.
Como o cérebro humano aprende Língua Portuguesa? O que é Língua Portuguesa? O que significa ensinar Língua Portuguesa? Se você é postulante a professor de Língua Portuguesa ou já exerce o ofício, mas nunca parou para pensar em tais questões, então você precisa ler “Língua Portuguesa e Didática”.
Veja que no primeiro parágrafo inicio trazendo duas situações que o livro aborda. E enfatizo o meu ponto de visto sobre a obra fazendo uma recomendação positiva.
Coordenado por Celso Antunes, Língua Portuguesa e Didática (2010, vários autores), diferente de outros livros que abordam uma didática especifica da língua portuguesa com modelos de exercícios e práticas metodológicas, se difere por ir muito além disso trabalhando uma didática para a língua portuguesa onde é possível a relação com outras disciplinas. Outra diferença é quando o livro aborda como se dá o processo de aprendizado pelo cérebro e qual a importância disso para a prática docente.
Aqui faço uma analogia com outras obras. Perceba que isso no resumo não é permitido. Além de uma síntese discorro sobre o que o livro trata. É uma descrição bem breve. Como de fato deve ser.
Divido em 30 capítulos bem curtos, o livro inicia com um fazer pensar a profissão de professor, para tanto faz analogia da formação entre o médico e o professor. Segue discorrendo, a priori, sobre o processo de aprendizado do cérebro, inclusive como o nosso cérebro aprende a nossa língua. Incita questões como: Por que ensinar Língua Portuguesa? Depois entra de fato nos problemas que permeiam o ensino de língua materna trabalhando conteúdos, competências, habilidades, educação ambiental e mostrando alguns caminhos que o professor pode seguir no ensino de sua disciplina.
Aqui a estrutura estética do livro é descrita. Perceba que são 30 capítulos. É lógico que não devemos fazer uma resenha de cada capitulo. Isso há tornaria exaustiva e incorreta. O que deve ser feito é destacar os pontos cruciais e em cima desses discorrer seu texto.
Se compararmos “Língua Portuguesa e Didática” com outras obras que abordam o mesmo tema, vamos perceber que muitos desses aspectos se assemelham. Aliás, este livro não se baseia em experiências de fato aplicadas em sala de aula, como muitos livros fazem. Mas parece abordar o tema a partir de teorias educacionais. Ainda sim, a sua importância está em fazer pensar o professor quanto a sua prática docente (capítulo 18). E se de fato o aparato tecnológico que esse professor utiliza contribui para o aprendizado do aluno. Mas onde a tecnologia ainda não chegou, tem o livro o que dizer ao professor? A resposta é positiva. No capitulo 20 há uma abordagem de como se trabalhar de forma eficiente no quadro-negro.
Aqui a comparação é com aspectos que aparecem em outras obras de mesmo tema. Ainda sim, destacando o caráter diferencial do texto a ser resenhado
Como um bom livro de didática, a obra traz subsídios para o trabalho em sala de aula. Parte da produção de um projeto para o ensino de Língua Portuguesa (capítulo 25), incluindo neste “jogos e dinâmicas interessantes para se trabalhar a língua” ( capitulo 24). Trabalha, além disso, ferramentas e oficinas para se aplicar em sala de aula. Outro fator de destaque do livro é a construção de valores no aluno como responsabilidade docente. Ensinar valores aos alunos por intermédio dos conteúdos aplicados.
Qual o conteúdo que o livro trabalha e que pode ser aplicado a sala de aula.
O livro chega ao final destacando que tão importante como a aplicação dos conteúdos é ter “um eficiente sistema de avaliação para o ensino de Língua Portuguesa” (capítulo 30), onde não exista somente a prova, mas que o professor saiba perceber o crescimento intelectual, social e linguístico ou não de seus alunos.
Perceba que na conclusão o leitor tem que ser capaz de perceber como o livro aponta para a conclusão do tema. Essa conclusão nos faz pensar em uma linha de pensamento que o autor seguiu, que sem as ferramentas citadas no parágrafo anterior, não se terá uma avaliação proveitosa do ensino aplicado.
Gostou dessa publicação? Comente.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Aprenda a fazer uma Resenha.


Muitos alunos sentem uma enorme dificuldade quando são desafiados a RESENHAR um livro, ou simplesmente um pequeno texto. A primeira grande dificuldade que percebo, consiste em saber diferenciar a resenha de um resumo (ou quando a confusão é tamanha, diferenciar a resenha do fichamento). Tomemos a confusão que se faz entre a resenha e o resumo.
Para resolver esta confusão basta saber que o resumo está contido na resenha. Mas a resenha não faz parte do resumo. Resumo é sintetizar as ideias de um livro, com as palavras de quem resume. A característica que define o resumo como tal é a fidelidade as ideias contidas no objeto a ser resumido. E a resenha, o que é?
Segundo Platão & Fiorin em Para entender o texto, “resenhar significa fazer uma relação das propriedades de um objeto, enumerar cuidadosamente seus aspectos relevantes, descrever as circunstancias que o envolvem”. Mas como isso de fato é feito?
Aprendendo a resenhar:
  1. É primordial, como primeiro ponto, a LEITURA DO TEXTO. Leia por completo. Não se esqueça que essa sua leitura tem um objetivo. Então leia com esse foco sempre em mente.
  2. Durante a leitura não saia marcando tudo o que você considera importante, mas tenha uma ideia geral do capitulo. Pergunte a você: o que o capitulo diz?
  3. Por último, ainda durante a leitura, trace uma linha de pensamento das ideias que o autor utilizou. É dessa trajetória que mais tarde você vai falar.
Depois de ter lido, entendido e saber dizer do que o livro trata, agora é hora da parte que muitos consideram a mais difícil: tirar as ideias da cabeça e colocá-las no papel. Não se preocupe. Você precisa saber que além da sua marca de escrita a resenha deverá conter alguns dados que identifiquem a obra: nome do autor, título completo da obra, indicação sucinta do que diz a obra, resumo que apresenta os pontos essenciais do texto. Mas ainda sim você deva estar se perguntado: como juntar tudo isso e fazer uma resenha? Calma...
Você pode começar a sua produção falando do que o texto trata. Prossiga num pequeno resumo da obra. O que vai diferenciar a resenha é que neste gênero textual você pode emitir juízos de valor sobre a obra lida. Concorde, discorde, fale do valor relevante da obra para o assunto ali abordado. Escreva de modo que a sua linguagem pareça uma apresentação oral para o destinatário. É possível fazer relações com outras obras. A sua importância para a atualidade. Um bom modo de aprender é ler outras resenhas e diferenciá-las da produção do resumo. Lembre-se: o aprendizado só se dá por meio do exercício.
Caso ainda sinta dificuldade na elaboração do seu trabalho leia um exemplo de resenha onde ensino passo a passo como fazer.