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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Como fazer um Relato de Experiência (exemplo) para apresentação em Jornada Acadêmica


Muitos graduandos quando se deparam com a tarefa de apresentar um trabalho em uma Jornada Acadêmica chegam a muitas vezes a desistir da apresentação pelo fato de não conhecerem o gênero textual no qual o trabalho será exposto. Para quem já participou de uma Jornada sabe que existem diversos modos de apresentação de trabalho, entre eles está o Relato de Experiência.  Como o próprio nome já diz, trata-se de um trabalho no qual o acadêmico compartilhará a sua experiência vivenciada. Essa experiência tem que ser significativa para o campo do qual o trabalho se pauta. Caso contrário não passará na avaliação de resumos. Mas como fazer um relato de experiência?
A primeira coisa a fazer é ler cuidadosamente o edital da Jornada. Lá estará dito às regras que orientaram a produção de resumos dos trabalhos. Uma coisa o participante tem que levar em conta: no relato de experiência, conte – dentro do limite dos caracteres – de forma bem clara todo o processo da sua experiência. Se você fizer isso já contar que seu trabalho terá grandes chances de ser aceito. Na apresentação que fiz na UFOPA, o edital trazia as seguintes considerações:
1) Relato de experiências: trata do informe de experiências vivenciadas ou atividade prática contendo tanto impressões reais quanto psicológicas e críticas que sejam importantes de serem compartilhadas. Deve-se apresentar rapidamente o problema, em seguida as metodologias utilizadas e por fim, o relato da experiência, de modo impessoal, informando o público-alvo e demais dados que venham mostrar ao leitor a pertinência do relato, destacando possíveis questionamentos, soluções e intervenções.
No exemplo abaixo tente perceber tudo isso.

RELATO DE EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA POR MEIO DA INTERVENÇÃO DE NARRATIVAS AMAZÔNICAS EM SALA DE AULA: DE INGLÊS DE SOUSA A MILTON HATOUM1
                                                            Rômulo José da Silva Viana2

Para um acadêmico se tornar um bom professor, necessita não somente do conhecimento teórico, mas de uma boa iniciação ao exercício da prática docente (aqui uma pequena introdução). Com o objetivo de demonstrar essa importância na formação dos futuros professores é que relataremos as experiências vivenciadas enquanto bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), instituído pelo Ministério da Educação e gerenciado pela CAPES. Este programa vinculado a UFOPA, desde 2011, junto ao subprojeto em Letras, que tem por objetivo aplicar a experiência da docência a partir do ensino da Literatura de Expressão Amazônica, nos coloca em total contato com a vivencia do professor da rede pública (neste parágrafo percebemos o objetivo de forma clara, e a explicação do que é o PIBID). Nesse sentido, atuamos na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Rio Tapajós, em 03 turmas do primeiro ano médio, sob a supervisão da professora Ilcilene, na preparação e intervenção em sala de aula com narrativas amazônicas de autores como Inglês de Sousa e Milton Hatoum (descrição do local onde a experiência aconteceu). A metodologia usada foi distribuir as narrativas (O Baile do Judeu, a feiticeira, A Casa Ilhada, O adeus do comandante e Dançarinos da Última Noite) entre os bolsistas. Cada bolsista acompanhou 03 grupos de alunos desde a leitura inicial dos contos visando o entendimento do enredo, passando pela produção dos Mapas Mentais em papel madeira com o objetivo de construir a trama presente no conto, partindo do personagem central, até o fechamento da atividade com a Contação de Histórias, em que cada grupo narrou o seu conto enfocando a linguagem amazônica (metodologia explicada passo a passo). O resultado dessa intervenção foi muito positivo, pois os alunos corresponderam as nossas expectativas: leram seus contos, elaboraram de forma bastante artística seus Mapas Mentais e por fim transformaram-se em verdadeiros caboclos contadores de histórias (o resultado da intervenção). Nesse processo de acompanhamento dos alunos é que se percebe a importância do PIBID na formação de futuros professores. Pois, estando em contanto com os alunos colocamos em prática o que estudamos na faculdade, vivenciamos a rotina de preparação de plano de aula, preparação de provas, correção de trabalhos sempre com o acompanhamento da professora supervisora. Ou seja, somos colocados em situação real de prática docente o que é muito importante na nossa formação enquanto acadêmicos de licenciatura (por fim, é relatado a importância desse projeto na formação do futuro professor).

Palavras-chave: PIBID, narrativas amazônicas, prática docente.
Área Temática: Linguagens e Artes
Subárea: Literatura
Modalidade: ORAL (X)

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?


Após 120 dias de paralisação dos professores universitários uma pergunta é inevitável: greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?
Tal questionamento pode não parece muito lógico, uma vez que desde o início da greve o comando local grevista já anunciava em sua pauta a defesa fervorosa em prol dos muitos acadêmicos esquecidos em suas necessidades básicas. Mas o fim da greve mostrou a incoerência entre o discurso e o resultado de fato.
“As mudanças” tão faladas até agora não chegaram. E parecem que não chegarão tão cedo. Já para os professores elas começarão a chegar a partir do ano que vem. Opa! Alguém teria que ganhar alguma coisa com “essa greve”. Mas deixando a ironia de lado e respondendo secamente a pergunta título teremos claramente uma resposta:
QUEM PERDEU? Perdemos todos nós acadêmicos ansiosos pelo término do curso. E que agora a distância parece interminável. Perdemos as festas de final de ano, pois estaremos enclausurados com trabalhos acadêmicos, que muitas vezes parecem não ter uma objetividade clara. Perdemos a paz, a calma, o sossego com trabalhos atrasados e que no momento do retorno das férias/greve são cobrados como se o período de greve fosse um momento de estudo e reflexão para nós (para nós). Greve é greve professor! Mas ainda perdemos algo muito mais importante: a motivação. Como pode um acadêmico maravilhar-se com os estudos se o seu professor pensa apenas em si próprio; no salário do final do mês.
QUEM GANHOU? Ganharam todos os professores (por mais que o ganho salarial tenha sido pequeno). Ganharam sem trabalhar por mais de 03 meses (e é impressionante que não vão repor todo esse período de férias. Digo greve). Ganharam, pois, vão ganhar mais trabalhando com a mesma carga horária. Ganharam, pois, não serão cobrados a melhorar o conteúdo e o modo de lecionar: os maus professores voltaram ainda pior; os bons professores voltaram do mesmo jeito. E por fim, ganharam, pois foi lhes dado o direito de grevar apenas nos cursos regulares da UFOPA, mas não no PARFOR!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

II Seminário Integrador do PIBID/UFOPA

O Instituto de Ciências da EducaçãoICED - da Universidade Federal do Oeste do ParáUFOPA – realizou no dia 15/06 o II Seminário Integrador do PIBID, como forma de as licenciaturas trocarem experiências de suas atividades já desenvolvidas nas escolas que o projeto atende.
O evento iniciou com a fala da Professora Solange Ximenes, coordenadora do ICED. Segundo ela, “o PIBID visa valorizar a docência e preparar os acadêmicos para o exercício da profissão”. Ainda segundo a professora, o projeto de iniciação a docência é “parte da formação primária do acadêmico”.
Em seguida, o Coordenador Institucional do PIBIDProfessor Luís Percival Leme Brito - falou dos desafios enfrentados pela docência no Brasil. O professor Percival também falou da importância desse projeto para o MEC, bem como para a melhoria da educação em nosso país. Por fim, o professor ressaltou a importância de se “produzir trabalhos acadêmicos como fruto do resultado da aça)o dentro da sala de aula”. 
Após a abertura do evento, cada subprojeto expôs as atividades já desenvolvidas na sua escola de atuação. Esse momento serviu de troca de experiências, pois cada licenciatura apresentou, além do seu projeto, as dificuldades e os benefícios já alcançados. Destaque para os depoimentos de muitos alunos que vêem no PIBID uma experiência concreta do que vem ser a licenciatura. Muitos disseram que graças a esse projeto podem ter mais certeza na escolha ou não do exercício de ser professor.

terça-feira, 19 de junho de 2012

PIBID/LETRAS: O Ensino das Funções da Linguagem por meio de textos amazônicos como “Pauapixuna” e “Foi assim”.


No dia 11/06/2012, nos bolsistas do PIBID - Rômulo Jose, Lidinalva Vieira e Irismar Guedes - juntamente com a professora supervisora, Ilcilene, desenvolvemos, na Escola Rio Tapajós, com as turmas de 1º Ano, a atividade: O Ensino das Funções da Linguagem por meio de textos amazônicos como Pauapixuna” e Foi assim”.
Inicialmente, a professora Ilcilene explicou, detalhadamente, cada função da linguagem. Mostrou exemplos de livros e do nosso cotidiano.
No segundo momento, houve a intervenção dos bolsistas, Rômulo Jose e Lidinalva Vieira, apresentando os textos Pauapixuna e Foi assim. O primeiro, como uma função poética da linguagem. E o segundo como uma função emotiva. A escolha desses textos deve-se ao fato de o projeto abordar o contexto amazônico na sala de aula.
A dinâmica das apresentações ocorreu da seguinte forma: o texto foi apresentado à turma em slides, com a leitura grupal. O vídeo-clipe de cada poema também foi apresentado (para que o aluno perceba melhor o que o texto diz). Depois cada aluno recebeu uma cópia de cada texto com um exercício a ser respondido. Esse exercício visa que o aluno, ao se defrontar com um texto, saiba, primeiramente, identificar a função da linguagem predominante. Os outros pontos do exercício voltam-se para a compreensão da nossa cultura amazônica, como: criação de um glossário amazônico, discussão de aspectos da vida amazônica (muitas vezes discriminada).
Com essa atividade espera-se que o aluno:
Perceba a importância das funções da linguagem no seu uso cotidiano;
                  Saiba identificar as funções da linguagem dentro de   cada texto, e qual das funções e a predominante;

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Greve na UFOPA: quem ganha e quem perde?


Desde a criação da UFOPA, já presenciamos muitas manifestações que vão desde a queixa pela não participação no processo de criação desta Universidade a denúncias de Superfaturamento no uso do dinheiro público.

Com a greve das Universidades Federais a nossa UFOPA pegou carona no movimento e, também, passou a reivindicar a mesma pauta. Só que no nosso caso, some-se a isso, além do aumento salarial (em primeiro lugar), melhores condições de trabalho, melhor qualidade de ensino, além das brigas políticas e do excesso de “estrelas” para pouca constelação.


Desde o início desta greve, nossos professores afirmam que com um salário mais digno, ganha o professor e ganha também o aluno, pois a qualidade do ensino melhora. Será? Concordo que a nossa profissão (professores e futuros professores) deve ser mais bem remunerada, mas discordo que com um possível aumento a qualidade do ensino será melhor. Lembro-me de uma professora de didática (aqui mesmo da UFOPA) que dizia “que a nossa motivação de professor e qualidade de nossas aulas” jamais deveria ser do tamanho de nosso salário. E pensando nisso, lembro-me de muitos professores que se quer tem a coragem de comprar um pincel para quadro branco. Ou ainda num gasto maior, livros para sua formação. Em que esse aumento salarial será revestido em sala de aula? Não estou sendo contra o aumento salarial. Sou contrário a ideia de que esse aumento proporcionará um melhora no ensino na sala de aula.


Outro ponto discutível nas pautas do movimento grevista da UFOPA, diz respeito ao atual estado em que se encontra nossa Universidade. Com tantas queixas parece até que não ganhamos nada com a criação da UFOPA. Não ganhamos?


Quando eu ainda vivenciava os últimos suspiros do antigo Campus da UFPA percebia que eram mínimas as bolsas de iniciação cientifica ou de trabalho. Hoje o panorama mudou. Temos uma quantidade, embora ainda pequena, mas que já favorece a permanência de muitos alunos na Universidade. Na minha sala de aula, cito como exemplo, quase 95% dos alunos tem pelo menos uma bolsa. Seja de iniciação à docência, científica, de trabalho, permanência ou outras.


É claro que o ser humano defende primeiramente os seus interesses. E diante disso nos perguntamos: Greve na UFOPA: quem ganha e quem perde?


Pelo andar da carruagem, nós alunos, vamos perder muito. Dificilmente essas aulas serão cumpridas a rigor. Os conteúdos serão atropelados. O que seria matéria para um semestre será dado em poucos dias, e por aí vai... Mas talvez um ou outro aluno esteja se perguntando: e o mês de julho! Vamos ficar sem férias? Possivelmente nossas férias serão poupadas, pois em julho é desenvolvido o PARFOR, que como poucos sabem paga um salário bem generoso que compensa qualquer sacrifício, até o de se trabalhar em plenas férias.

Espero que meus pensamentos estejam errados. E que desta greve não saiamos mortos ou feridos, mas com vida plena em abundância.


sábado, 28 de janeiro de 2012

PIBID/Letras - UFOPA: TEXTO & PRETEXTO (experiência de educação contextualizada a partir da literatura feita por autores amazônicos).


É queixa recorrente, de muitos professores tapajônicos de língua portuguesa, a falta de material literário mais “apropriado” para ser trabalhado nas aulas de literatura. Muitas vezes esse material diz respeito a autores que abordam uma temática que não se aplica ao contexto de nossos estudantes fazendo com que o gosto pela leitura não alcance o índice esperado. Pensando nisso, é que o livro aqui citado empenhou-se em trazer uma coletânea de autores paraenses para dentro da sala de aula.

SOBRE O LIVRO: 
 
Este livro, em sua primeira edição, integrou o projeto de Regionalização dos Currículos, da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Belém, em 1988.
Como livro-texto da disciplina Literatura Paraense, denominou-se TEXTO & PRETEXTO - Experiência de educação contextualizada a partir da literatura feita por autores amazônicos, em quatro volumes, atendendo, ainda hoje, alunos de 5ª a 8ª séries, das escolas municipais de Belém.

(...) Além dos sete autores trabalhados na primeira edição, foram incluídos: Haroldo Maranhão, Antonio Juraci Siqueira, Thiago de Mello, Heliana Barriga, Márcio Souza e Hélio Melo. 
 

A ESTRUTURA DO LIVRO:

O livro está divido em duas grandes partes:
  1. No primeiro momento têm-se uma apresentação dos autores: o caminho literário seguido pelo autor, influências literárias e principais obras produzidas.
  2. No segundo momento temos um texto de cada autor e um pequeno exercício onde se propõe a atuação do Texto e o Pretexto. 
     
POR QUE SE TRABALHAR COM ESTE LIVRO EM SALA DE AULA? 
 


O grande diferencial do livro é que ele apresenta um repertório literário mais próximo da realidade amazônica de nossos alunos. Como os próprios autores afirmam, trata-se de apresentar os textos “com vestimentas mais agradáveis, a fim de despertá-lo (o aluno) para a beleza do texto produzido pelos autores de nossa região, para que, num primeiro momento, você possa descobri-los com emoção; depois senti-los e estudá-los com espontaneidade e prazer”.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Espaço PIBID/LETRAS - UFOPA

Conhecendo o PIBID.

O que é o PIBID? O PIBID é o Programa de Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. 
 
O que isso quer dizer? O PIBID visa melhorar a formação do futuro professor. A sua atuação se dá nos cursos de licenciatura. É uma forma de fazer uma ponte entre a teoria que o acadêmico estuda e o que realmente se aplica em sala de aula. 
 
Qual a atuação do Projeto na UFOPA? Cada Licenciatura consta de um subprojeto. Na Licenciatura em Letras (o qual eu participo) temos o subprojeto: “A experiência multicultural no ensino da literatura na escola”. Buscamos enfocar a Literatura Amazônida (principalmente causos).
Quem é o coordenador? Temos um coordenador geral, mas no nosso subprojeto temos como coordenador o Professor Dr. Lauro Roberto do Carmo Figueira.
 
Quem participa? Participam do projeto 21bolsistas, regularmente matriculados. 
 
Qual a atuação desses bolsistas? O projeto é desenvolvido com reuniões de preparação, informação e discussão dos temas a serem abordados. Durante a semana os bolsistas freqüentam as escolas participantes do projeto, no Rio Tapajós e Júlia Passarinho, onde observam, inicialmente, a atuação do professor seguindo um roteiro já definido. Em seguida, juntamente com o professor da escola planejam ações metodológicas para o ensino da literatura de expressão amazônica.