Muitos graduandos quando se deparam com a tarefa de
apresentar um trabalho em uma Jornada Acadêmica chegam a muitas vezes a
desistir da apresentação pelo fato de não conhecerem o gênero textual no qual o
trabalho será exposto. Para quem já participou de uma Jornada sabe que existem
diversos modos de apresentação de trabalho, entre eles está o Relato
de Experiência. Como o próprio
nome já diz, trata-se de um trabalho no qual o acadêmico compartilhará a sua
experiência vivenciada. Essa experiência tem que ser significativa para o campo
do qual o trabalho se pauta. Caso contrário não passará na avaliação de
resumos. Mas como fazer um relato de experiência?
A primeira coisa a fazer é ler cuidadosamente o edital da
Jornada. Lá estará dito às regras que orientaram a produção de resumos dos
trabalhos. Uma coisa o participante tem que levar em conta: no relato de
experiência, conte – dentro do limite dos caracteres – de forma bem clara todo
o processo da sua experiência. Se você fizer isso já contar que seu trabalho
terá grandes chances de ser aceito. Na apresentação que fiz na UFOPA, o edital
trazia as seguintes considerações:
1) Relato de experiências: trata do informe de experiências
vivenciadas ou atividade prática contendo tanto impressões reais quanto
psicológicas e críticas que sejam importantes de serem compartilhadas. Deve-se
apresentar rapidamente o problema, em seguida as metodologias utilizadas e por
fim, o relato da experiência, de modo impessoal, informando o público-alvo e
demais dados que venham mostrar ao leitor a pertinência do relato, destacando
possíveis questionamentos, soluções e intervenções.
No exemplo abaixo tente
perceber tudo isso.
RELATO DE EXPERIÊNCIA DE INICIAÇÃO
À DOCÊNCIA POR MEIO DA INTERVENÇÃO DE NARRATIVAS AMAZÔNICAS EM SALA DE AULA: DE
INGLÊS DE SOUSA A MILTON HATOUM1
Rômulo José da Silva Viana2
Para um
acadêmico se tornar um bom professor, necessita não somente do conhecimento
teórico, mas de uma boa iniciação ao exercício da prática docente (aqui uma pequena introdução).
Com o objetivo de demonstrar essa importância na formação dos futuros
professores é que relataremos as experiências vivenciadas enquanto bolsistas do
Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), instituído
pelo Ministério da Educação e gerenciado pela CAPES. Este programa vinculado a
UFOPA, desde 2011, junto ao subprojeto em Letras, que tem por objetivo aplicar
a experiência da docência a partir do ensino da Literatura de Expressão
Amazônica, nos coloca em total contato com a vivencia do professor da rede
pública (neste parágrafo
percebemos o objetivo de forma clara, e a explicação do que é o PIBID).
Nesse sentido, atuamos na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Rio
Tapajós, em 03 turmas do primeiro ano médio, sob a supervisão da professora
Ilcilene, na preparação e intervenção em sala de aula com narrativas amazônicas
de autores como Inglês de Sousa e Milton Hatoum (descrição do local onde a experiência aconteceu).
A metodologia usada foi distribuir as narrativas (O Baile do Judeu, a
feiticeira, A Casa Ilhada, O adeus do comandante e Dançarinos da Última Noite)
entre os bolsistas. Cada bolsista acompanhou 03 grupos de alunos desde a
leitura inicial dos contos visando o entendimento do enredo, passando pela
produção dos Mapas Mentais em papel madeira com o objetivo de construir a trama
presente no conto, partindo do personagem central, até o fechamento da
atividade com a Contação de Histórias, em que cada grupo narrou o seu conto
enfocando a linguagem amazônica (metodologia explicada passo a passo). O resultado dessa
intervenção foi muito positivo, pois os alunos corresponderam as nossas
expectativas: leram seus contos, elaboraram de forma bastante artística seus
Mapas Mentais e por fim transformaram-se em verdadeiros caboclos contadores de
histórias (o resultado da
intervenção). Nesse processo de acompanhamento dos alunos é que se
percebe a importância do PIBID na formação de futuros professores. Pois,
estando em contanto com os alunos colocamos em prática o que estudamos na
faculdade, vivenciamos a rotina de preparação de plano de aula, preparação de
provas, correção de trabalhos sempre com o acompanhamento da professora
supervisora. Ou seja, somos colocados em situação real de prática docente o que
é muito importante na nossa formação enquanto acadêmicos de licenciatura (por fim, é relatado a importância
desse projeto na formação do futuro professor).
Palavras-chave: PIBID, narrativas amazônicas,
prática docente.
Área Temática: Linguagens e Artes
Subárea: Literatura
Modalidade: ORAL (X)
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