domingo, 14 de outubro de 2012

... Ao filho que quero ter...


 Ao filho que quero ter...
Darei a Ele toda a minha biblioteca,
Dos livros que li, mas, principalmente, os que não li.
Para que quando a brancura natural dos meus cabelos, e o cansaço dos olhos chegar,
Que Ele possa ler odisseias que eu jamais conheci,
Poemas que eu jamais declamei,
Poesias que eu jamais decifrei.
A ele darei, também, todos os meus CDs.
As músicas que eu sempre ouvi, e aquelas que jamais ouvi.
Para que ele reconheça a melodia, a poesia, o ritmo e outra vez a poesia.
Ao filho que quero ter...
Que ele seja melhor que o próprio criador: melhor escritor, melhor narrador, melhor no amor, melhor ciclista, melhor trovador...
Que ele desbrave comigo as trilhas de bike: as que já trilhei. Mas que busque as suas próprias trilhas...
Mas esse filho que quero ter será o filho que terei?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?


Após 120 dias de paralisação dos professores universitários uma pergunta é inevitável: greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?
Tal questionamento pode não parece muito lógico, uma vez que desde o início da greve o comando local grevista já anunciava em sua pauta a defesa fervorosa em prol dos muitos acadêmicos esquecidos em suas necessidades básicas. Mas o fim da greve mostrou a incoerência entre o discurso e o resultado de fato.
“As mudanças” tão faladas até agora não chegaram. E parecem que não chegarão tão cedo. Já para os professores elas começarão a chegar a partir do ano que vem. Opa! Alguém teria que ganhar alguma coisa com “essa greve”. Mas deixando a ironia de lado e respondendo secamente a pergunta título teremos claramente uma resposta:
QUEM PERDEU? Perdemos todos nós acadêmicos ansiosos pelo término do curso. E que agora a distância parece interminável. Perdemos as festas de final de ano, pois estaremos enclausurados com trabalhos acadêmicos, que muitas vezes parecem não ter uma objetividade clara. Perdemos a paz, a calma, o sossego com trabalhos atrasados e que no momento do retorno das férias/greve são cobrados como se o período de greve fosse um momento de estudo e reflexão para nós (para nós). Greve é greve professor! Mas ainda perdemos algo muito mais importante: a motivação. Como pode um acadêmico maravilhar-se com os estudos se o seu professor pensa apenas em si próprio; no salário do final do mês.
QUEM GANHOU? Ganharam todos os professores (por mais que o ganho salarial tenha sido pequeno). Ganharam sem trabalhar por mais de 03 meses (e é impressionante que não vão repor todo esse período de férias. Digo greve). Ganharam, pois, vão ganhar mais trabalhando com a mesma carga horária. Ganharam, pois, não serão cobrados a melhorar o conteúdo e o modo de lecionar: os maus professores voltaram ainda pior; os bons professores voltaram do mesmo jeito. E por fim, ganharam, pois foi lhes dado o direito de grevar apenas nos cursos regulares da UFOPA, mas não no PARFOR!

sábado, 29 de setembro de 2012

O que se estuda no Curso de Letras?


Muitas pessoas que gostam de escrever e almejam um dia publicar um livro pensam em cursar Letras, pois creem que tal curso poderá aprimorar o domínio da escrita que já possuem. Infelizmente, o foco do curso não é este. E nem caminha por essa tangente. Então, o que se estuda no Curso de Letras?
Costumo classificar o Curso de Letras – habilitação em Língua Portuguesa – em 3 grandes eixos de estudo: a) Língua Portuguesa; b) Linguística; c) Literaturas (portuguesa e brasileira);
A Língua Portuguesa que aqui me refiro não é esta estudada e ensinada na escola. Muito pelo contrário do que se pensa, nós acadêmicos não passamos noites a fio empenhados no estudo cru da gramática (normativa). Por falar em gramática, na academia se aprende que não existe uma só gramática, mas gramáticas. Se “não estudamos a gramática” ensinada nas escolas, o que estudamos então? O aspirante a professor de língua portuguesa estuda o fenômeno linguístico da nossa língua. Nisso a Linguistica é muito debatida durante todo o curso. E essa Linguistica, o que é isso? É uma ciência que tem como foco principal de estudo a linguagem. Para ela não importa discutir a maneira “correta” de se dizer tal frase, e sim a comunicação entre os falantes. Por fim, estudamos as Literaturas. Isso mesmo: Literaturas. Dependendo do seu curso você poderá estudar literaturas diferentes. No meu caso estudo apenas a Literatura Brasileira e Portuguesa. O estudo dessa literatura não tem por fim tornar o acadêmico escritor, ou despertar nele a veia sentimental dos sonetos líricos. Sua função é percorrer a história dos diferentes períodos literários numa Teoria Literária que não prepara o postulante a professor para o ensino da literatura nas escolas.
O curso gira em torno disso. Porém, temos ainda as chamadas disciplinas pedagógicas que são estudadas no final do curso. Bem como os estágios de observação e regência e o TCC.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Oficina: ... para cada objetivo, um texto diferente: conhecendo os gêneros textuais.


alunos em atividade
Desenvolver no aluno o interesse pela leitura, e como recompensa, torná-lo um escritor competente, não tarefa das mais fáceis. Mas esse processo pode tornar-se menos sofrido caso o professor leve para a sala de aula os diversos gêneros textuais. Foi exatamente esse o pensamento que tive ao planejar as oficinas que ministro no Mais Educação. Parto do seguinte princípio: o aluno, para fazer determinado texto, precisa, primeiramente, ter contato com um exemplar de texto que ele pretende fazer. Conhecer o gênero textual, ter contato com ele, para depois fazê-lo. Com esse objetivo levei para a sala: revistas, músicas, jornais, CD’s, contrato de imóvel, cartas, email, blog, facebook. Dividi as turmas em 05 grupos de 05 alunos cada distribuindo entre eles os gêneros já citados com o objetivo de que os alunos respondessem a: 1) qual o tipo de gênero? 2) quais as características? 3) qual o destinatário? Cada equipe produziu um cartaz que em seguida foi explicado para toda a turma.
O que consegui com isso? Apresentar diferentes gêneros textuais e fazer com que o aluno percebesse que para cada ato comunicativo existe um tipo de texto específico, pois, futuramente, o aluno, produzirá esses mesmos textos.  

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Mais Educação na Escola Ubaldo Corrêa

Já iniciaram, durante esta semana, as Oficinas do Programa Mais Educação na Escola Municipal de Ensino Fundamental Deputado Ubaldo Corrêa. As Oficinas desenvolvidas são: Letramento, Matemática, Xadrez, Karate, Dança e Educação Ambiental (horta)
O Programa Mais Educação atende especialmente os alunos com baixo rendimento escolar. Os alunos matriculados passam mais tempo na escola. Todas as atividades tem por objetivo trabalhar de forma dinâmica as necessidades dos alunos.