domingo, 14 de outubro de 2012

Como fazer um bom resumo


imagem da internet
Muitos alunos pensam que para fazer um resumo basta grifar as partes consideradas mais importantes de um texto e transcrevê-las. Não é bem assim, caro leitor. Se você considerar “resumir” apenas isso, você estará fazendo o que Platão & Fiorin (Para entender o texto, pg420, 2003) chamam de “colagem” de fragmentos. Então como se faz um resumo? Pergunta o leitor ansioso.
Ainda segundo Platão & Fiorin, resumir um texto significa reduzi-lo ao seu esqueleto essencial sem perder de vista três elementos:
a)   Cada uma das partes essências do texto;
b)   A progressão em que elas se sucedem;
c)   A correlação que o texto estabelece entre cada uma das partes;
Alem desses três elementos, a pessoa que se propõe a resumir deve ter grande domínio de leitura e interpretação (para saber captar as ideias chaves) e poder de concisão do texto escrito.
Mas como fazer isso?
a)   O primeiro passo é a leitura integral do texto a ser resumido. Nessa leitura dispensam-se as marcações das ideias e anotações. O objetivo é ter a compreensão total do texto e isso não pode ser feito em pedaços.
b)   O segundo passo é a leitura atenta do texto. Agora se faz necessário as marcações e anotações por parte de quem resume. Essa leitura não é para captar o que o texto pode dizer (isso já foi feito no primeiro passo), mas para retomar ideias já compreendidas.
c)   Num terceiro passo é hora de fazer o seu próprio texto. Isso mesmo: o seu próprio texto! Essa é a característica principal do resumo. Você deverá construir um texto com as suas próprias palavras sem deixar de lado a fidelidade com o texto original. Para isso você deve possuir um vasto repertório linguístico. Lembre-se de que o seu texto deverá seguir a mesma sequência lógica do encadeamento das ideias do texto original.
É claro que dependendo do seu grau de leitura/interpretação e do nível de dificuldade do texto a ser resumido você poderá pular etapas. Mas nunca se esqueça de que resumir compreende a sua capacidade de contar o que você leu. É como se você assistisse a um filme e depois contasse a um colega de maneira concisa, enxuta, curta sem que a compreensão fique comprometida. Sempre gosto de resumir, após as etapas citadas, deixando de lado o livro (texto) em questão, recorrendo a ele apenas para assimilar melhor uma ideia ou outra.

... Ao filho que quero ter...


 Ao filho que quero ter...
Darei a Ele toda a minha biblioteca,
Dos livros que li, mas, principalmente, os que não li.
Para que quando a brancura natural dos meus cabelos, e o cansaço dos olhos chegar,
Que Ele possa ler odisseias que eu jamais conheci,
Poemas que eu jamais declamei,
Poesias que eu jamais decifrei.
A ele darei, também, todos os meus CDs.
As músicas que eu sempre ouvi, e aquelas que jamais ouvi.
Para que ele reconheça a melodia, a poesia, o ritmo e outra vez a poesia.
Ao filho que quero ter...
Que ele seja melhor que o próprio criador: melhor escritor, melhor narrador, melhor no amor, melhor ciclista, melhor trovador...
Que ele desbrave comigo as trilhas de bike: as que já trilhei. Mas que busque as suas próprias trilhas...
Mas esse filho que quero ter será o filho que terei?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?


Após 120 dias de paralisação dos professores universitários uma pergunta é inevitável: greve na UFOPA: quem ganhou e quem perdeu?
Tal questionamento pode não parece muito lógico, uma vez que desde o início da greve o comando local grevista já anunciava em sua pauta a defesa fervorosa em prol dos muitos acadêmicos esquecidos em suas necessidades básicas. Mas o fim da greve mostrou a incoerência entre o discurso e o resultado de fato.
“As mudanças” tão faladas até agora não chegaram. E parecem que não chegarão tão cedo. Já para os professores elas começarão a chegar a partir do ano que vem. Opa! Alguém teria que ganhar alguma coisa com “essa greve”. Mas deixando a ironia de lado e respondendo secamente a pergunta título teremos claramente uma resposta:
QUEM PERDEU? Perdemos todos nós acadêmicos ansiosos pelo término do curso. E que agora a distância parece interminável. Perdemos as festas de final de ano, pois estaremos enclausurados com trabalhos acadêmicos, que muitas vezes parecem não ter uma objetividade clara. Perdemos a paz, a calma, o sossego com trabalhos atrasados e que no momento do retorno das férias/greve são cobrados como se o período de greve fosse um momento de estudo e reflexão para nós (para nós). Greve é greve professor! Mas ainda perdemos algo muito mais importante: a motivação. Como pode um acadêmico maravilhar-se com os estudos se o seu professor pensa apenas em si próprio; no salário do final do mês.
QUEM GANHOU? Ganharam todos os professores (por mais que o ganho salarial tenha sido pequeno). Ganharam sem trabalhar por mais de 03 meses (e é impressionante que não vão repor todo esse período de férias. Digo greve). Ganharam, pois, vão ganhar mais trabalhando com a mesma carga horária. Ganharam, pois, não serão cobrados a melhorar o conteúdo e o modo de lecionar: os maus professores voltaram ainda pior; os bons professores voltaram do mesmo jeito. E por fim, ganharam, pois foi lhes dado o direito de grevar apenas nos cursos regulares da UFOPA, mas não no PARFOR!

sábado, 29 de setembro de 2012

O que se estuda no Curso de Letras?


Muitas pessoas que gostam de escrever e almejam um dia publicar um livro pensam em cursar Letras, pois creem que tal curso poderá aprimorar o domínio da escrita que já possuem. Infelizmente, o foco do curso não é este. E nem caminha por essa tangente. Então, o que se estuda no Curso de Letras?
Costumo classificar o Curso de Letras – habilitação em Língua Portuguesa – em 3 grandes eixos de estudo: a) Língua Portuguesa; b) Linguística; c) Literaturas (portuguesa e brasileira);
A Língua Portuguesa que aqui me refiro não é esta estudada e ensinada na escola. Muito pelo contrário do que se pensa, nós acadêmicos não passamos noites a fio empenhados no estudo cru da gramática (normativa). Por falar em gramática, na academia se aprende que não existe uma só gramática, mas gramáticas. Se “não estudamos a gramática” ensinada nas escolas, o que estudamos então? O aspirante a professor de língua portuguesa estuda o fenômeno linguístico da nossa língua. Nisso a Linguistica é muito debatida durante todo o curso. E essa Linguistica, o que é isso? É uma ciência que tem como foco principal de estudo a linguagem. Para ela não importa discutir a maneira “correta” de se dizer tal frase, e sim a comunicação entre os falantes. Por fim, estudamos as Literaturas. Isso mesmo: Literaturas. Dependendo do seu curso você poderá estudar literaturas diferentes. No meu caso estudo apenas a Literatura Brasileira e Portuguesa. O estudo dessa literatura não tem por fim tornar o acadêmico escritor, ou despertar nele a veia sentimental dos sonetos líricos. Sua função é percorrer a história dos diferentes períodos literários numa Teoria Literária que não prepara o postulante a professor para o ensino da literatura nas escolas.
O curso gira em torno disso. Porém, temos ainda as chamadas disciplinas pedagógicas que são estudadas no final do curso. Bem como os estágios de observação e regência e o TCC.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Oficina: ... para cada objetivo, um texto diferente: conhecendo os gêneros textuais.


alunos em atividade
Desenvolver no aluno o interesse pela leitura, e como recompensa, torná-lo um escritor competente, não tarefa das mais fáceis. Mas esse processo pode tornar-se menos sofrido caso o professor leve para a sala de aula os diversos gêneros textuais. Foi exatamente esse o pensamento que tive ao planejar as oficinas que ministro no Mais Educação. Parto do seguinte princípio: o aluno, para fazer determinado texto, precisa, primeiramente, ter contato com um exemplar de texto que ele pretende fazer. Conhecer o gênero textual, ter contato com ele, para depois fazê-lo. Com esse objetivo levei para a sala: revistas, músicas, jornais, CD’s, contrato de imóvel, cartas, email, blog, facebook. Dividi as turmas em 05 grupos de 05 alunos cada distribuindo entre eles os gêneros já citados com o objetivo de que os alunos respondessem a: 1) qual o tipo de gênero? 2) quais as características? 3) qual o destinatário? Cada equipe produziu um cartaz que em seguida foi explicado para toda a turma.
O que consegui com isso? Apresentar diferentes gêneros textuais e fazer com que o aluno percebesse que para cada ato comunicativo existe um tipo de texto específico, pois, futuramente, o aluno, produzirá esses mesmos textos.