quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Fotografia



Fotografia: escrita da luz.

Luz natural revelada na luz subjetiva

do despertar contemplativo diante da imagem.

Natureza, arquitetura, casarões,

cheia, vazante, os navegantes...

fixados no mais perfeito instante

da captura do momento imóvel.

Imortalizados!

Olhos do fotógrafo...

Olhos que se fundem a lente

para captar aquilo que outros olhos veem,

mas não enxergam.  

A mais perfeita extração da realidade

colocada na mais perfeita imagem.

A ele digo: tu és poeta. Tua inspiração é a realidade,

tua máquina de escrever é a câmara clara,

teu papel é a imagem (re)velada,

teus leitores são teus expectadores,

e teu fruto de labuta,

 é fazer florir a simplicidade emotiva que nos faz humanos...

Fotografia: revelação química da revelação da condição humana

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Testando minha Câmera de Ação Sport Cam NewLink Wi-Fi FS101

Há muito que desejava uma câmera que me proporcionasse gravar minhas trilhas de bike e também fotografar esses passeios. De início iria comprar uma GoPro Hero 3, mas o seu preço muito elevado para quem a usaria apenas por diversão me fez abandonar a ideia. Passei a pesquisar modelos mais baratos mas que ao mesmo tempo pudessem me propiciar uma qualidade razoável de vídeo e imagem. Após muita pesquisa optei pela Câmera de Ação Sport Cam NewLink Wi-Fi FS101 Prata – 8MP, Conexão Micro USB e Mini HDMI e Grava Vídeo Full HD ( vendida pelo Walmart).

O produto chegou muito rápido. Muito rápido mesmo em se tratando da região norte. Estou com essa câmera há 4 dias e já fiz vários testes de imagem e vídeo e decidir postar aqui para que outras pessoas tenham a noção real da qualidade da câmera.

O que já posso adiantar que é não se pode esperar muito da câmera. A qualidade da imagem de 8MP é muito razoável. No meu caso que fotográfo com uma cânon 60D não tem nem como comparar. Os vídeos são melhores que as fotos. No entanto, para uma definição mais nítida é preciso uma condição de clima ideal. Quando apontada para o sol a gravação fica embranquecida formando uma espécie de arco-íris. O som também não é lá essas coisas. Quando a câmera fica dentro do case a prova d’água o som fica suprimido, muito baixo.  Enfim, se seu objetivo com ela é apenas hobby, lazer... creio que valha a pena. Já para objetivos mais específicos é de se pensar a sua compra. 

IMPORTANTE:  A câmera também dispõe de um aplicativo que serve de visor e por onde também podemos controlá-la. Esse aplicativo se chama SYMAGIX e pode ser baixado na play store gratuitamente. Para sincronizá-lo basta ligar o modo wifi da câmera e fazer a conexão com o celular. 

Abaixo fotos e vídeos feitos com ela. Dúvidas? É só perguntar 
















FOTOS MAIS RECENTES
foto em ambiente fechado





Na bike em movimento usando o controle da câmera

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Fotografias do Pôr do Sol de Óbidos são selecionadas no Festival Internacional de Fotografia Brasília Photo Show 2015


Mauro Pantoja
De que o Pôr do Sol de Óbidos é magnifico isso nós, pauxiaras, já sabemos.  E a prova de toda essa beleza é que três registros desse momento único da natureza foram selecionados no Brasília Photo Show 2015 – Em busca do Oscar da Fotografia.
Promovido pela Vergara Vector, o concurso selecionou os 300 melhores registros fotográficos de tema livre de um total de mais de 5 mil fotos inscritas. As fotos selecionadas iram compor um livro artístico e seus autores serão diplomados e certificados conforme classificação final. Além da escolha das fotos, a melhor legenda também será premiada.
Sobre as fotos e seus fotógrafos. As fotografias obidenses selecionadas, são dos fotógrafos Mauro Pantoja, Neuza Azevedo e Rômulo Viana (este amador e claro, editor deste blog). Sobre o Mauro Pantoja você pode conhecê-lo clicando aqui. Já o terceiro, no caso eu, estou muito feliz por ter sido selecionado já que estou há pouco tempo na fotografia e mais pouco tempo ainda que comecei a fotografar com uma câmera boa e no modo profissional.

Abaixo as fotos. Gostou? Dei sua opinião nos comentários 

Rômulo Viana

Rômulo Viana
Mauro Pantoja
Mauro Pantoja

Neuza Azevedo



Neuza Azevedo

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Uma visita ao Forte Pauxis Óbidos – Pará

No último sábado, 01/08, à tardinha, quase que de praxe, saí pelas ladeiras estreitas do centro histórico da cidade de Óbidos em busca de novos registros do cotidiano dos pauxiaras. Resolvi então fotografar o Forte Pauxis (uma das únicas fortificações permanentes construídas após o período da Regência (1853)). Nesta minha terceira ida a Fortificação Portuguesa tive a feliz surpresa que, embora, o prédio esteja fechado para reforma e requalificação há mais de três anos, ainda sim, mas não legalmente, o espaço histórico é visitado por turistas vindos de outras cidades. Na ocasião, além de uma família de obidenses, um casal de Belém vislumbrava os canhões e a estrutura antiga do prédio. Vendo-os com um guia turístico da cidade em mãos (aquele do professor Paulo Barros), logo iniciei conversa perguntado o que acharam do Forte. Falaram-me que ficaram muito contentes em conhecer uma das Fortificações fora da capital Belém. Mas ao mesmo tempo mostraram-se tristes e sem entender como uma prefeitura abandona um patrimônio histórico tão rico como esse. O mesmo me confidenciou o senhor obidense que lá estava com sua família.
Queixas a parte, o Forte Pauxis transpira a história remota do tempo de sua fundação. Nos faz imaginar os acontecimentos guardados ali por suas paredes e muretas. Seus canhões, apontados para a garganta do Rio Amazonas, nos fazem pensar na tensão dos navios que por ali passaram naquela época.
Mais que imaginar a história passada é preciso imaginar a história que queremos para o futuro. É inegável o estado de abandono que o prédio se encontra: canhões todos pinchados, mato tomando conta do lugar, espaço servindo de motel e ponto de uso de bebedeiras e drogas. É sabido que o IPHAN recentemente vistoriou o espaço e a retomada das obras, já tem um tempinho, foi brindada pelos quatro cantos da cidade. Mas até agora...

Ainda sim, vale muito a pena a visita. Fica aqui o convite. Não somente ao Forte Pauxis com também aos demais pontos históricos de nossa cidade.











terça-feira, 4 de agosto de 2015

O texto literário de expressão amazônica: em defesa da poética amazônica na sala de aula

Esse texto é parte de meu artigo de Especialização apresentado a Faculdade Educacional da Lapa - Fael.
Quando se fala em trabalhar textos locais, não se trata de querer negar o cânone literário, ou de querer, simplesmente, regionalizar o estudo com o estudo literário. Pelo contrário, trata-se de uma tentativa de aproximar o aluno da leitura fazendo com ele perceba que o que ele lê, é a sua própria realidade, coisa que outro texto (distante do seu cotidiano) não seria capaz de despertar. Caso dos livros didáticos que por vezes traduzem uma realidade que foge a vivência do aluno amazônida. Em alguns casos um estudante da zona ribeirinha conhece a literatura do sul do país, mas desconhece os principais autores da Amazônia brasileira como: Inglês de Sousa, Abghuar Bastos, Bruno de Menezes, Dalcídio Jurandir, Eneida de Moraes e Milton Hatoum. E os desconhece, primeiramente, pelo próprio desconhecimento de seu professor. E em segundo lugar, porque a literatura que aqui se produz não habita o considerado cânone literário por ainda ser considerada por muitos como literatura de margem ou de borda. Nesse sentido:
Estar à margem ou nas bordas também significa, entre outras semânticas, não ter passagem para a escola, o sistema central da educação escolar. Estamos, então, na borda com as literaturas que admitem os adjetivos infantil, oral, popular e regional, africana, indígena, feminina, de testemunho, entre muitas outras. E, muitos de nós, professores de literatura, além dos autores de livros didáticos, desconhecemos essas literaturas e por isso não temos como estabelecer diálogos intertextuais [...]. E, o mais grave, quando conhecemos não estamos preocupados em discuti-las, inclui-las, valorizá-las, entronizá-las. Torcemos pelo homogêneo? (FARES, 2013, p.83).  
 Embora os saberes literários da Amazônia e de seus escritores não tenham o espaço devido que mereçam na sala de aula, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação ressalta a importância de incluir no currículo escolar essa experiência de textos que retratem a realidade do aluno. É nesse sentido que incluir o texto literário de expressão amazônica no cotidiano do aluno faz todo sentido. É pela experiência literária que o aluno não só aprende o conteúdo programático, mas se percebe enquanto individuo dentro da sua própria realidade no texto lido. 
Trata-se de:

Apresentar uma proposta voltada para os alunos [...], capaz de despertar o prazer da leitura partindo dos elementos culturais comuns aos alunos através de leitura e performance em sala de aula, favorecendo uma melhor recepção do texto literário para o desenvolvimento da consciência crítica dos alunos e uma maior valorização de sua identidade cultural (CRUZ, 2004, p. 79-80).   
Quer-se, uma maior aproximação entre o texto literário, a realidade local do aluno e o gosto pelo texto de literatura possibilitando assim o desenvolvimento pleno da leitura do aluno partindo do mundo em que vive para a palavra que lê. Ideia essa já pensada desde a criação do livro Texto e pretexto: experiência de educação contextualizada a partir da literatura feita por autores amazônicos e que até hoje serve de inspiração para muitos professores.

Outro ponto de defesa a favor do texto literário de expressão amazônica seria o fato de este trazer para suas entrelinhas a oralidade presente nos contos e causos amazônicos que se ouve pelas bandas daqui.  Botos, boiúnas (cobra mítica da Amazônia), e outros seres devem, além de habitar o imaginário caboclo amazônico, também, habitar as salas de aulas. A este saber é necessário reservar espaço nos currículos das escolas da região.