quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Uma análise sobre a beleza física em Senhora, de Machado de Assis



Em Senhora, Machado aborda o tema da preocupação excessiva com a beleza física na personagem D. Camila. Isso é percebido facilmente no comportamento da personagem. Embora, escrito numa época distante, em que possivelmente, diferente de hoje, raros deveriam ser os produtos de beleza, a personagem busca manter-se jovem pelo comportamento. O importante seria “apresentar-se” jovem.

Como toda mulher a aparência de D. Camila devia manter relação com a jovialidade. Mas o tempo não se estagna. Corre com a idade. E o primeiro exercício excessivo contra a velhice foi à luta que travou para esconder ou eliminar a chegada natural dos fios brancos. Mas se só isso o fosse seria o de menos. Logo, Dona Camila sendo mãe de uma linda filha viu chegar o atestado de que realmente seus anos haviam corrido: era avó.

Como dito anteriormente, a preocupação excessiva pela beleza estava em parecer ser nova. E para D. Camila, mulher nova não poderia ser avó. Aqui nosso tema ganha destaque, pois a nossa personagem assume o comportamento de mãe para com o neto. Isso demonstra a preocupação excessiva que a nossa personagem tinha pela própria beleza física, embora, sendo bela.

quarta-feira, 16 de março de 2016

Alunos da Escola Municipal Frei Edmundo Bonckosch visitam a Biblioteca da Ufopa em Óbidos




No último dia 15/03, alunos da Escola Municipal Frei Edmundo Bonckosch visitaram a Biblioteca do Campus de Óbidos da Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa.
Guiados pela professora Cleise Sarrazin, que atua na sala de leitura da escola, os alunos puderam conhecer como é uma biblioteca acadêmica. Segundo a professora, a visita se deu pelo fato de os alunos conhecerem até então, somente a sala de leitura da escola que não dispõe de muitos títulos, e ao mesmo tempo, terem poucas oportunidades de leitura fora dela. Segundo a professora é importante que os alunos saibam que próximo à escola deles existe um espaço para pesquisas, que é a biblioteca da Universidade.
A visita foi dos alunos do 5° ano B que se encantaram pelo espaço do ambiente e pela acolhida da servidora Ione (uma das responsáveis pela biblioteca), que recebeu todos com muito carinho. Embora os alunos sejam crianças a professora Cleise, no momento da visita, destacou a importância de estudar e da leitura para que no futuro eles venham se tronar os novos acadêmicos da Ufopa em Óbidos.
Venha você também nos visitar e conhecer a biblioteca do Campus. Informações: 93 99182 7419 (Ufopa – Óbidos) ou  reidromacsc@hotmail.com (Blog Palavreando)

quarta-feira, 9 de março de 2016

Biblioteca Campus de Óbidos – Ufopa



Os estudantes, professores, e a sociedade em geral obidense já contam com mais um espaço para poderem realizar suas atividades de leitura e pesquisa. Já está funcionando a Biblioteca do Campus de Óbidos da Universidade Federal do Oeste do Pará – Ufopa. Com acervo diversificado, a biblioteca dispõe de revistas na área de educação e livros com temas voltados, principalmente, as licenciaturas. Também dispõe de livros na área de história geral, psicologia, cultura grega etc. Além dos livros e revistas, ainda consta em seu acervo, TCC´s (trabalhos de conclusão de cursos dos alunos do Parfor) para a consulta.

Quem pode usar os serviços da biblioteca? Qualquer pessoa! No entanto, o uso da rede wifi e o empréstimo de livros são disponibilizados apenas para os acadêmicos do Campus.  Então, o que poderei fazer nessa biblioteca? Você poderá consultar os livros do acervo, estudar a vontade em um ambiente silencioso e com ar-condicionado proporcionando-lhe um clima agradável para sua leitura. Poderá, também, trazer seu próprio material de casa e usar nossas cabines individuais de leitura. Enfim, você estará num espaço propício à realização de seu trabalho escolar, ou leitura diária. E isso tudo, com um atendimento mais que especial da bibliotecária Giselle e a assistente dona Ione Nagawo.

A biblioteca funciona no horário de 09h às 21:00h de segunda a sexta feira, no Campus da Ufopa em Óbidos, situado ao lado da Escola Irmã Firmina no bairro do Perpétuo Socorro. 

Venha estudar em nossa biblioteca! 








quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Por que fotografamos tanto



Seja a foto do passeio do final de semana, da selfie de frente ao espelho do banheiro, dos momentos de descontração, das fotos de desafios das redes sociais, ou até mesmo, daquele acidente presenciado na esquina, tudo é registro para nossos olhos, ou melhor, nossas lentes, sejam elas de celulares ou de câmeras diversas. E embora eternizemos todos esses recortes do nosso cotidiano, não paramos para nos perguntar por que o fazemos. Por que é tão importante fazer de nossas ações uma imagem fotográfica? Por que a necessidade de “instagrarmos” o momento vivido?

Primeiramente, a fotografia na sua origem, foi tida como arte menor, ou até mesmo, desconceituada de adjetivos artísticos por grande parte dos artistas da época. Isso se dava ao fato de que ela apenas reproduzia a realidade de maneira mecânica, sendo o fotógrafo apenas um observador de todo o processo, como citou Baudelaire. Mas o próprio Baudelaire desejou ter o retrato de sua mãe como confessou em carta dirigida a ela em 1865: “eu gostaria muito de ter teu retrato (...) existe um fotógrafo excelente no Havre.” Isso mostra que eternizar a pessoa, o momento por meio de fotos não é uma prática do agora. Mas a importância que hoje se dá para a fotografia só começou a ganhar vida recentemente graças aos trabalhos de Walter Benjamim, na Alemanha e Roland Barthes, na França. É importante dizer que nessa época as famílias davam uma importância muito grande para o momento do registro. Havia o dia de ir ao fotógrafo como nos conta Brassai em Proust e a Fotografia: “ir ao fotógrafo era um processo complicado e os preparativos, quase que tão complicados quanto o condicionamento de um paciente para uma operação cirúrgica. Trajes especiais, penteados sofisticados eram debatidos em família. Não contentes com se endomingar antes de posar solenemente para a posteridade, ornamentavam-se com verdadeiras fantasias, chapéus, etc.; nunca antes usados ou que jamais seriam depois (...)”. Momento quase que semelhante vivemos na época da câmera de filme analógico em que, pela impossibilidade de se ver a foto antes da revelação, tinha-se o maior cuidado em se posar corretamente diante da máquina.

Feita essa pequena explicação histórica do modo como se concebia o registro fotográfico voltemos a nossa reflexão. Vemos que a essência do instante contínuo fotográfico permanece quase a mesma: a captura de parte de uma realidade. No entanto, o objetivo que cada “tirador” de fotos tem é que será capaz de responder por que fotografamos tanto.

Não raro, vemos fotos de fotos de pessoas que registraram um incêndio, ou acidente sem que os registros lhes servissem muito. Apenas se fizeram do momento e, click. Talvez a autoafirmação de onde estou e o que estou fazendo. Já para fotógrafos profissionais, e até mesmo alguns amadores, a fotografia é expressão de sua cultura. É levar a outros olhos, o que os olhos por trás das lentes viram. Para estes, a exemplo de Barthes, uma foto pode ser objeto de três práticas: fazer, suportar, olhar. Mesmo estes não fotografam somente como expressão do seu trabalho. Muitas vezes, saem a clicar paisagens e cotidianos urbanos.  Igualam-se, em certos momentos, aqueles que tudo fotografam e usam essas imagens para confirmar a realidade e para realçar a experiência por meio de um consumismo estético, como nos diz Susan Sontag.  

Tirar fotos é um evento em si mesmo. É um ato dotado de subjetivismo. Tanto a fotografia amadora, ou profissional constitui um recorte do momento, uma interpretação de mundo. Parafraseando Mallarmé que disse que tudo no mundo existe para terminar num livro. Hoje, não temos dúvidas de que tudo existe para terminar numa foto. Resta-nos apenas saber por que todo ato vivido queremos transformá-lo em imagem-fotográfica.