Com o amanhecer de cada dia me vem os sonhos ainda sonhados.
Estendo cada um num tipo de varal do inconsciente,
Não para que fiquem ali estendidos secando ao sol.
Mas para que ao cair da noite eu possa recolher cada um na forma da concretização sonhada.
O varal dos sonhos é metáfora!
Logo, não queira exigir seu significado completo.
Nesse varal cabe uma infinitude de pensamentos...
Pensamentos postos a cada amanhecer
Que pelo raiar do sol, que escapa por detrás da Serra,
São iluminados os passos da caminhada para se chegar ao sonho: Sonhos de Varal...
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
Tudo sobre a Redação do Enem 2016 Parte I
•
O candidato terá que redigir um texto em prosa
do tipo dissertativo-argumentativo, sobre um tema de ordem social, política, cultural
ou filosófica.
•
Você terá que defender uma tese,
apoiando-se em argumentos convincentes e ao final do texto deverá, obrigatoriamente,
apresentar uma proposta de intervenção social, para o problema apresentado que respeite
os valores humanos e culturais.
A Estrutura do Texto
Dissertativo-argumentativo
•
Introdução: É
o ponto de partida do texto. Por isso, deve apresentar de forma clara o assunto
a ser tratado e também delimitar as questões referentes a esse assunto que
serão abordadas. Dessa forma, a introdução encaminha o leitor, colocando-lhe a
orientação adotada para o desenvolvimento do texto.
•
Desenvolvimento:
É a parte do texto em que ideias, conceitos, informações, argumentos de que
você dispõe serão desenvolvidos, de forma organizada e criteriosa.
•
O desenvolvimento deve nascer da
introdução: nesta, apontam-se as questões relativas ao assunto que será
abordado; naquele, essas questões devem ser desenroladas, avaliadas – sempre
por partes, de forma gradual e progressiva. A introdução já anuncia o
desenvolvimento, que retoma, ampliando e desdobrando, o que lá foi colocado de
forma sucinta.
•
Conclusão:
É a parte final do texto, um resumo forte e sucinto de tudo aquilo que já foi
dito. Além desse resumo, que retoma e condensa o conteúdo anterior do texto, no
caso específico do Enem, deve-se fazer uma proposta de intervenção para a
solução do problema discutido no corpo da redação.
Coesão e Coerência
•
A coesão de um texto, isto é, a
conexão entre os vários enunciados obviamente não é fruto do acaso, mas das
relações de sentido que existem entre eles. Essas relações de sentido são
manifestadas sobre tudo por certa categoria de palavras, as quais são chamadas conectivos
ou elementos de coesão.
•
assim, desse
modo, ainda, aliás, além do mais, além de tudo,
além disso, isto é, mas, porém, embora, ainda
que.
Coerência
•
Em uma redação, para que a coerência
ocorra, as ideias devem se completar. Uma deve ser a continuação da outra. Caso
não ocorra uma concatenação de ideias entre as frases, elas acabarão por se
contradizerem ou por quebrarem uma linha de raciocínio. Quando isso acontece,
dizemos que houve um quebra de coerência textual.
•
A coerência é um resultado da não
contradição entre as partes do texto e do texto com relação ao mundo. Ela é
também auxiliada pela coesão
textual, isto é, a compreensão de um texto é melhor capturada com o auxílio
de conectivos, preposições, etc.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
Óbidos e a morte de seus casarios
No
último dia onze um “crime” chocou parte da população de Óbidos. Embora, tenha
sido um crime bárbaro diante dos olhos de alguns, a fatalidade não fez nenhuma
vítima humana, não deixou ninguém ferido. Mas matou parte da história dos
obidenses ainda preservada nas ruinas da fachada do casario da Bacuri. Isso mesmo,
o crime aqui metafórico, diz respeito à morte de mais um casario na cidade que
ainda é conhecida como a mais portuguesa da Amazônia (digo que ainda é, pois no
andar das demolições não saberemos até quando poderá ostentar tal título).
O casario
em questão, era aquele situado na rua Deputado Raimundo Chaves, s/n, no centro
histórico de Óbidos. A casa funcionou de sede da empresa francesa “Compagnie Agricole et Commerciale du Bas
Amazone”, em 1907. Lá também serviu de residência para o senador e intendente
municipal Correa Pinto.
Atualmente,
da imponente residência do passado, restavam apenas ruinas e memórias nas
lembranças daqueles que um dia puderam contemplá-la em sua originalidade. Esse estado
de abandono fez com que muitos cidadãos tivessem a ideia errônea de que o único
fim seria mesmo a demolição. No entanto, especialistas afirmaram que ainda era possível
preservar a faixada com o uso de técnicas modernas. Porém, o destino foi mesmo à
derrubada para erguer em seu lugar uma agência bancária.
Este
casario serve de exemplo para refletimos como a memória do município é tratada,
tanto por parte do próprio município como também pelo poder público estadual. Ressaltamos
que, no caso em questão, algumas vozes se levantaram a favor da recuperação do
casario como o ministério público, que recomendou nas duas últimas gestões municipais
o tombamento do imóvel (não atendido pelas gestões municipais). O esforço de
entidades como a AAPBEL, a ARQPEP e a ASAPAM que pediram o
tombamento do casarão junto ao DPHAC/SECULT, numa tentativa de obter uma ação
mais efetiva dos órgãos de preservação no sentido de sua salvaguarda.
Diante
disso tudo, devemos nos perguntar por que uma cidade tão histórica como Óbidos
não preserva seus casarões antigos? Por que o município não cria uma politica
efetiva de parcerias para preservação desses casarios? Por que não se vê na
cidade uma campanha de conscientização quanto à educação patrimonial? São questionamentos
importantes, pois assim como a casa da bacuri temos outros imóveis e bens
tombados que caminham para o mesmo destino. E o que é pior: com apoio de muita
gente que ainda não compreendeu a importância de preservar o maior patrimônio do
município: seus casarões históricos.
domingo, 11 de setembro de 2016
RETORNO AO PEDAL: IGARAPÉ DO CURUÇAMBÁ
Depois
de muito tempo parado das pedaladas mais longas, e do final de vinte sessões de
fisioterapia do meu joelho, resolvi retomar os prazeres do pedal ainda que de
forma bem tímida.
Acordei
cedo. Os primeiros raios solares logo despertaram. Tomado o café arrumei todos
os apetrechos que sempre levo comigo: celular, câmera, mochila, etc. Feito
isso, foi hora de pegar a bike e partir rumo à estrada até o Igarapé do
Curuçambá.
A manhã
estava muito boa para uma pedalada: sobra e sol frio (isso só no início). A estrada,
embora seja de areia dessas que quando molhada parece que sugam o pneu, estava
bem conservada e na maior parte do trecho, seca.
Fui
pedalando num ritmo bem leve, vivenciando o momento. Ao longo do caminho
percebi que há pessoas que utilizam esse trecho para prática de exercícios como
corrida e caminhada. E nesse pedalar, depois de mais ou menos 40 min já estava
diante das águas gélidas do igarapé.
Tendo
chegado ao destino resolvi esticar um pouquinho mais o percurso indo pouco mais
além. Na volta, mergulhei em águas geladas permanecendo ali por quase meia
hora.
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