sexta-feira, 16 de abril de 2010

O QUE É LITERATURA? Terry Eagleton

Os esforços para se definir literatura têm sido vários. Entre os conceitos, relaciona-se a literatura a idéia de escrita “imaginativa” ou de ficção. Tal idéia não ganha forças, pois o caráter verídico ou não de uma obra depende da concepção que as pessoas lhe atribuíram em determinada época.
Obras geradas em ventres puramente imaginativos, com o passar do tempo, passaram a ser vistas e lidas como descrição histórica. Se isso não é válido como definição, poderia a literatura conceituar-se pelo uso da linguagem de forma peculiar. A literatura exerceria o poder de transformar a linguagem comum, distanciando-se do uso quotidiano da fala. É exatamente nesse aspecto que se apóiam os formalistas russos ao afirmarem que a obra literária não se define pelas expressões e sentimentos do autor, e sim por palavras.
O estudo dos formalistas russos não está voltado somente para a definição de literatura em sim, mas para o que possa ser definido como literaturidade. Para eles, a literariedade ou o literário é que faz com que uma obra seja considerada literatura. E o ser literário define-se pelo uso do “tornar estranho”. No entanto, todos os tipos de escritas, trabalhados com a devida maestria, também podem ser considerados estranhos. Então, o conceito de literatura passou a não mais considerar somente a forma em si, mas a maneira pela qual alguém resolve ler determinada construção escrita, extraindo dessa o sentido de poesia.
Por último, existe ainda o fato de que, a conceituação de literatura parte de juízos de valor. Muitas obras que, outrora, não sentavam à mesa dos cânones literários mundiais, passaram a ter sua cadeira. E já obras que, num passado longínquo, eram aclamadas, consideradas cheias de literariedade, hoje agradam somente pelo seu aspecto antropológico, social ou religioso. Na verdade, os julgamentos de valor, em muito interferem na tomada de decisão do que é ou do que possa vir a ser literatura.
Para saber mais leia: EAGLETON, Terry. Teoria da literatura: uma introdução. Martins Fontes, 1983.

MEU PÉ ESQUERDO

Ontem a aula valeu à pena! Assistimos, refletimos... a um belíssimo filme. E a leitura deste, fez-me re-tornar a uma antiga leitura do meu tempo de “quase frustrado Ir. Religioso”: Franz Kafka e a sua “Metamorfose”. Eis aí o autor. Eis aí a obra. E tanto Meu Pé Esquerdo como o Gregori (personagem central de Metamorfose) tem algo em comum, embora ainda que pouca coisa.
O caixeiro viajante acorda metamorfoseado em um bicho. Já Crishty (ainda não cursei Inglês Instrumental) nasce com uma grave deformidade cerebral. O seu pé esquerdo é como se fosse seus dois braços e a outra perna. É com este pé que ele desenvolve a impressionante arte de escrever e pintar. Ao longo de sua vida ele rompe pré-conceitos: familiares, sociais e afetivos. E no fim torna-se uma pessoa notória: visto pelo que possuiu; e não pelo que foi. Mais uma vez o ter acima do ser.
Voltando um pouco para nossas crendices populares... Muitos acreditam que tudo aquilo que vem do “esquerdo” é obra de inspiração maligna. Falta-lhes assistir “Meu Pé Esquerdo”... E desde que a esse filme li, passei a dar mais valor a todas as partes mínimas do meu corpo. Afinal, isto é bíblico: o que faria o braço sem as pernas? E o mais interessante: na aula seguinte conheci uma definição perfeita para toda a vida desse bravo homem. Eis o termo: resiliência!!!
E a todos os resilientes de nosso país assistam “Meu Pé Esquerdo”...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Resumo do Livro O que é Literatura de Marisa Lajolo

O termo literatura apresenta uma pluralidade de conceitos podendo vir a ser desde uma epopéia grega a uma simples carta de amor. Os esforços para tornar esse conceito singular vêm desde o período da Acrópole grega onde Aristóteles e Platão esboçaram as primeiras definições. Nesse período, o termo literatura significava a arte de compor ou escrever bem; os homens de letras etc. No decorrer da história, somaram-se a raiz do termo novos significados. Sendo, talvez, o mais conhecido o conjunto de obras clássicas de uma época ou de um país. Mas quem classifica esse conjunto de obras? Os mesmos que dão ao texto o teor de literário ou não-literário. A crítica literária é uma das responsáveis em julgar uma obra como sendo boa ou má. Tal seleção, muita das vezes, faz-se a partir de parâmetros conceituais do próprio crítico que leva em conta fatores como: quem é o autor, qual o tema, a editora, o público alvo, o tipo de linguagem usada etc. Também a escola mostra-se como instância seletiva, pois legitima algumas obras em detrimento da condenação de muitas outras: aquelas consideradas de leitura inadequada a formação dos estudantes. É justamente esse autopoder, individual, de classificação o culpado por essa pluralidade conceitual. Tanto que o que antes não se considerava, não possuía prestigio hoje passou a tê-lo. A prosa era considerada de categoria inferior na antiga Grécia. Somente no século XVIII passou a sentar-se a direita das grandes obras com o nascimento do romance. Concebe-se, então, que o conceito de literatura depende em muito do ponto de vista de quem o define e do sentido da palavra para cada um.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

UNIDOS EM CRISTO...


UNIDOS EM CRISTO...
O grupo de Oração Unidos em Cristo reúne-se todas as quintas-feiras na Igreja do Bom Pastor, as 17h00minh, com o objetivo de orar por uma comunidade melhor, louvar e agradecer ao Senhor.
A Igreja do Bom Pastor localiza-se na Rua 13 de maio no bairro do Santarenzinho. Os interessados em participar desse momento de oração devem manter contato com a senhora Iris Cristina.
“Somente juntos podemos edificar uma comunidade sobre a rocha. Seja um em nossa comunidade”.

REFLEXÕES PÓS-NATALINAS...


No último domingo (10/01) fechou-se o ciclo natalino. Isso se levarmos em conta o sentido religioso da grande festa. Caso contrário, esse acabou no dia 25/12/2009 com a troca de presentes. Natal breve: apenas uma noite.
Na celebração do Batismo de Jesus percebemos que a imersão no Batismo nos obriga a vivenciarmos nossa Fé como verdadeiros cristãos. Mas será que no período natalino assumimos essa tarefa?
HISTÓRIA N° 1: O anúncio das promessas salvíficas de Nosso Senhor só pode ser realizada na medida em que vamos ao encontro do Pai. E a sua morada é o nosso coração. Mas lembrei-me de muitos corações que servem como esconderijo e não morada do salvador. É o seu caso?
HISTÓRIA N° 2: Esta poderia ser a única historia/estória. Lembrei-me da vendedora do mercadão 2000. Quando interrogada pela repórter disse que o natal desse ano tava meio devagar...!!!??? U é... Jesus nasceu para nos salvar. Os anjos bradaram glória. Talvez, faltou a senhora vendedora a fazer-se a pergunta que muitos ainda não se fizeram: O QUE É VEDADEIRAMENTE O NATAL???????????????????????????????