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MEU PRIMEIRO AMIGO



Meu grande amigo...
O ano é o de 1998. O cenário a cidade de Santarém. O motivo: um trabalho para a escola. Talvez, se não fosse isso, eu jamais o teria conhecido.
Ele era mais novo que eu. Devia ter uns dez a nove anos de idade. O que não o tornava inexperiente. E por falar em experiência, nesse ponto, ele estava muito acima de mim. Enquanto eu conhecia apenas a minha cidade, ele conhecia o mundo. Já havia singrado até os sete mares. E eu agradeço toda essa sua experiência, visto que ela me foi passada por ele.
Conhecemos-nos numa linda manhã de outono. Meu pai foi quem nos intercedeu ao primeiro diálogo. Antes dele eu apenas me lembrava de um velho amigo o qual era careca e morava numa cidade onde todos os meninos também eram carecas. Essa cidade chamava-se a “A Serra dos Meninos Carecas”.
O meu novo amigo tinha um nome forte posto por seu pai. “Cérbero o Navio do Inferno” este era o nome do meu novo amigo e primeiro de verdade.
Dalí para frente não tive muitos outros. Contentei-me apenas com quatro ou cinco. Passei a ter o mesmo pensamento de Nelson Rodrigues.
Hoje sou um jovem que rejeita qualquer amizade. Fico apenas com aquelas que realmente me dão um sentido na vida. As que são mais baratas, essas me conquistam o coração. As que são mais caras me afugentam do diálogo. Eu prefiro o livro mais barato e mais cheio de conteúdo para a minha vida.

Rômulo José, quando do meu primeiro livro.

Comentários

  1. que belo texto hein rômulo...
    Nelson Rodrigues? muito bom cara.
    Abraço!

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OBS: veremos mais tarde na flexão dos nomes, que as desinências, também, são empregadas após o radical. Então como diferenciar o SUFIXO da DESINÊNCIA?


Resposta: O SUFIXO cria novas pala…
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